segunda-feira, 4 de maio de 2026

 

ECONOMIA DO PAÍS


 

Estive com um amigo, economista, a quem fiz uma pergunta, para me esclarecer. Parecia-me de resposta fácil, afinal não é. O que perguntei:

- Como é que vou perceber, de forma básica, simples, como é que funciona esta nossa economia?

            - De simples não tem nada, mas em modo de entendimento fácil, dir-te-ei que funciona assim: Mediante os nossos consumos internos, importações, e perante as nossas exportações, existe uma “troca e um encontro de contas”, seja, “toma lá, dá cá”. Exportamos 20, importamos para nosso consumo, 20, O saldo externo é zero. Exportamos 20, produzimos 10, importamos 10, saldo positivo de 10. Exportamos 20, produzimos 10, mas consumimos 40, o défice já é negativo. Temos que arranjar umas correcções para endireitar o défice, seja, produzir mais e consumir menos,. Ou no caso de consumir o mesmo ou mais, a produção terá sempre que ser maior. Até agora, dá para perceber?

            - Sim, dá, “fogo à peça”.

            - Então falemos agora da nossa produtividade, o que conseguimos produzir no país, bens e serviços que nos são pedidos e assim vendáveis a preços justos, para o estrangeiro.

Dados divulgados em 2024, em 2025 ainda não estão confirmados, as nossas exportações, atingiram 79,3 mil milhões de euros, isso representou um crescimento de 2,5% em relação ao ano de 2023. Considerando exportações de bens e serviços (no período de Janeiro a Outubro) o total foi de, mais ou menos, 112 mil milhões de euros. Crescemos assim 4,6%. 

            Mas, mas… as importações totais de bens para Portugal, em 2024, chegaram a perto dos 105,5 mil milhões de euros. Este valor, representa um crescimento de aproximadamente 1,9%, em relação a 2023. O défice comercial subiu 78 milhões de euros, neste momento, quer dizer, já não será, mas pelos dados que tenho é assim.

            - O nosso défice tem vindo a acumular-se, é?

- Sim, o défice da balança comercial agravou-se em Julho de 2025, pois as exportações baixaram e as importações subiram. Em Julho, as exportações diminuíram 11,3% e as importações cresceram 2,8% em relação ao ano anterior, o que fez o défice comercial subir aos 1.173 milhões de euros. Ao que sei. Olha, compramos mais do que produzimos e isso é grave para as finanças do país. Todos temos direito a um bom nível de vida, mas… “Se não trabalho, produzindo bens… não consigo comprar comida”. É claro isto. Se tens um vencimento mensal de 1000 € e gastas 1200 €… estás a aumentar a tua dívida para com alguém… banco, supermercado, oficina, a um amigo… ninguém tem culpa da tua má gestão e ninguém quer saber se tens direito ou não, a ter um nível de vida como queres… deves, tens que pagar.

- Outra pergunta, Lembrei das implicações das greves. São graves, não?

- Nalguns casos têm algum impacto, mas quando são planeadas para não prejudicar trabalhadores e a fonte que dá emprego, sim, alertar para se chegar a um consenso salarial, aqui, está certo. Outras vezes, são devastadoras e levam a que algumas firmas chegam a não recuperar financeiramente.

- Ei, concordas com esse direito ou não, afinal?

- Nem parece tua essa pergunta. Claro que sim! Mas a forma de paralisar uma firma não deve ser mais assim, isso é uma forma básica de há 30 anos. Os representantes dos trabalhadores, agora, devem ser provenientes do mesmo local de trabalho e serem os mais competentes. Devem estar sempre a par do que a firma faz e da sua economia, no geral. Daí o saberem se a firma pode ou não disponibilizar mais dinheiro para salários.

- Pois, pois, mas nem todas as firmas permitem a intromissão nos seus negócios por parte dos colaboradores. A verdade é que nesta atitude se fundamentou a organização sindical há muitos anos, não os tempos de agora. Falo também do patronato, a maioria, que continua a elaborar num erro, quanto à minha experiência, ao não permitir que os seus colaboradores, na pessoa de dois ou três mais antigos e competentes, estejam representados nos conselhos de administração das firmas.

- Sim, compro a ideia, esses funcionários, com função “sindical”, devem ter formação, concordo, logo capacidade para assim terem “assento” nos assuntos financeiros “específicos” das firmas para debaterem, com propriedade, uma resolução salarial. Demagogia minha? Não me parece.

- Essas formações académicas e experiência no “terreno”, pessoais, são necessárias. Aceito e subscrevo o que afirmas, mas, já agora, como é que a economia no país se “defende” para não atravessar altos e baixos que só retiram qualidade de vida aos trabalhadores?

- Pois é, existem várias políticas que podem ajudar a diminuir o défice na balança comercial externa, como a imposição de tarifas e cotas de importação para proteger a indústria nacional, a celebração de acordos comerciais para facilitar as exportações e a adopção de políticas cambiais para tornar a moeda local mais barata, o que estimula as exportações. 

 Investir em produtividade é fundamental, quer o estado domine completamente o tecido económico, quer se esteja numa economia liberal onde a economia é intervencionada pelo estado em mínimos, só a regulação e fiscalidade, rigorosas. Mas, intervir sempre, ajudando a produtividade com uma observação competente nos exportadores, torna a economia mais competitiva internacionalmente e contribuiu para a redução do défice comercial sem a necessidade de desvalorização cambial ou ajustes fiscais. 

- Ou fazer o que Trump faz? Taxas e taxas às importações dos EUA?

- Isso tem muitos contras … “viver à custa” das tarifas impostas, pode quase dizer-se que o país, lá do outro lado do oceano, está a viver à custa do trabalho dos outros, uma espécie de especulação de taxas e juros… é uma forma básica de “endireitar uma economia”. Triste é que a Europa subjugou-se, por incompetência e sem liderança capaz.

- Pois é, subjugar-se ao Trump que com as “ supplier tax”, a funcionar com descontos disfarçados às suas compras, transferindo custos inerentes da compra para os fornecedores, do que pretende adquirir. Aqui vigora o pensamento profundo de Donald Trump: Os outros países que trabalhem para nós.

Estou como o “outro”: “Assim também eu!”

 

VM

quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

CARTA AO CID ADÃO


    Hoje estou a ter com o meu amigo uma confidência, escreveram-me em mensagem, no blogue entardecidos.blogspot.com com uma interrogação: "Onde escreve, os seus textos que também estão no seu blogue, têm visualizações em três e quatro dias de 400, 500. No seu "site", são poucas..." Pois é... é que este blogue parece ser só para os meus amigos e que, nos dias em que lhes dá na "bolha" vão ler o que escrevo, até porque as redes sociais são para que as pessoas escrevam, não são para que leiam... É assim...


Enfim meu caro Cid Adão, depois de dizer e escrever só verdades, hoje apetece-me escrever só mentiras, até de forma descarada, para que o meu amigo se assombre. Começo então por lhe dizer que se fomos inventados por Deus é porque o macaco o desiludiu mesmo muito a sério.

Não é que conseguimos provar que neste planeta somos uma espécie muito complexa, capaz de fazer desistir quem se dedique a estudar-nos? Como portugueses, gostamos de ligar os complicadores, e aqui para nós, arranjámos maneira de nos dividirmos em esquerda e direita. E agora, tome nota, para que não tornemos muito complicado o estudo que eventualmente nos fizerem neste campo, inventámos os centros. O centro esquerda e o centro direita. O que inventamos. Somos pródigos. A quantidade de ideias que planeamos quando somos de esquerda... Para que o estudo que nos façam neste campo, passe agora, a uma situação de complexidade, logo pouco compreendido pelo vulgo, que diabo Cid Adão, somos intelectuais, usámos ideias lógicas, sustentadas, e passámo-las para quem está p´ra lá, na direita, poder adoptá-las e a partir deste ponto torná-las objecto de estudo... ah, e as considere, nessa direita, como própria criação...

Inventámos tudo que é torneio de diversão, como o “tiro ao”... ou ao “denegrir o/a”... Neste momento estamos em plena sessão de “tiro ao PS”. Grande campeonato. Notamos que a fidelidade convicta dos que sempre beneficiaram com o PS, deixa muito a desejar. É sempre assim. Ninguém está com ninguém. A verdade se diga, é que a fidelidade só se faz notar nos equipamentos de som.

Precisamos com urgência de um futurologista. É claro que um vidente, que nos informe o futuro, seria muito bom, mas... esta arte é dificílima, fundamentalmente no que respeita a predizer o futuro não preparado. Por agora o que nos aparece nas montras, ou nos catálogos é: “Agora fizemos, agora fazemos, nunca fizeram, nós fazemos”. Não é que tudo o que aconteceu até agora foi… nada, e só agora é que os génios apareceram?

Decretaram-nos rendas a pagar, por exemplo, a quem promove projectos de energia, sejam eólicos, sejam fotovoltaicos, e, para que não ganhem só o normal que devia ser, face ao investimento, paga-se-lhes uma taxa de: “Perspectivas de Lucro”, como se pode observar nas nossas contas da energia… mais uma canga para quase todos os portugueses. Esta “rapaziada” vai superando os dermatologistas... estes últimos só nos tiram a pele...

É muito difícil viver neste continuado e bem armadilhado contexto. Criaram os políticos uma situação tão grave no país, que a nossa dignidade só será reposta daqui a alguns? Anos? Vamos ter a confiança de que o sistema parasitário que se agarrou ao país, desapareça, refiro os políticos que continuam a entrar nas nossas “vidas” por favoritismo partidário, ou lugar na fila e que até legislam quando entram na “máquina”, veja-se... bom, se fosse por mérito não passavam da “porta”!

Vamos ter que trabalhar muitas horas mais e muito melhor ao que parece. Dez, doze... dormir cinco, seis, sete? Ah, aproveito para alertar alguns de nós... se formos até aí, para que não as misturem com as do trabalho.

Nunca usei a frase de que o tal, ou o outro, estará a dar voltas no caixão com este estado de coisas. Não partilho dessa ideia. Aliás, o único ser que dá voltas depois de morto é o frango ao ser assado.

Meu caro Cid Adão, desfrute o dia, antes que um qualquer imbecil lho estrague.

Vou acabar esta pequena conversa mentirosa consigo, mas... não sem antes lhe dizer:

“Ao conseguirmos a democracia, começámos com um “primeiro gesto” e desapareceu a fome latente, fizemos outro e quase desapareceu a injustiça, fizemos um terceiro e desapareceram as nossas intolerâncias. Um “génio”, travestido de político, pode aparecer, fazer um gesto, e conseguir acabar com a democracia”.

Um abraço.

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

Ser povo... Português

 

O que é ser povo? Ao ouvir alguns candidatos a “imediatos” do nosso navio, faço uma pequena reflexão. Tem a ver com a nacionalidade tão “defendida” por um partido que dá a sensação de ser, na essência, um novo proto-nacionalista ao querer “derrubar” o que somos… até agora. Continuando, não é bem o caso de se ser analisado como cidadão deste rincão, diremos que, embora não parecendo, que se é natural por nascimento e convicção. Simples… Mas numa análise directa sobre essa filiação e convicção, digo-o, teríamos o caos definitivo e ficávamos em pânico. O que nos está a aproximar então, desse caos absoluto? São as taxas que se pagam para nos manter e continuarmos a ser povo, portugueses...

O nosso Camões (tens sorte, não tiveste um Nobel, vais passando pelas escolas, pouco mas passas) escreveria em verso, que os marinheiros não conseguiam marear, pensar, enquanto o corpo que dava para a marinhagem, não estivesse farto, ou minimamente satisfeito, só depois disso viria o tempo de escutar a razão e então criar um rumo.

Neste momento da vida da nação, toda esta marinhagem, necessita de uma viragem ascendente e não a curva descendente que se apresenta a toda a maruja. Tantos e tantos motins aconteceram e vão acontecer, por falta de “mantimentos vários”, que satisfaçam os marinheiros neste viajar, agora e ainda sem rumo certo e como sempre o fizemos, ao sabor da ondulação mas, afirmo, orgulhosos de um pavilhão que sempre nos levou ao nada e continua nesse propósito. “Abençoados imediatos” que nos guiam serena e ambliopamente em direcção ao vazio.

Não é ser partidário do tal partido, não é ser-se profeta da desgraça, é constatar a realidade. Quem ganha com este estado de coisas? É quem nada faria a não ser acrescentar o caos se para concertar o caos fosse.

Se quisermos, (ainda este nosso querer…) podemos virar esta situação. Podemos concretizar um país definitivamente, mas, deixemo-nos de “teorias”, temos que partir de e para o concreto. Temos que arrancar para a nova etapa que devemos pretender, a partir do inventário real, constituinte de um povo. Não podemos continuar a ter nas páginas desse inventário o possuir-se “força para vencer os inimigos”, quando não existem, não pode constar que temos que ir contra moinhos de vento, porque não existem, não podemos referir que temos outras terras para cuidar, quando nada mais temos por aí. Não pode constar no inventário que somos o que não somos e se alguma vez o fomos, bom, é melhor que nem isso conste para não darmos trabalho aos psiquiatras.

O que consta na base do nosso inventário é um país que continua separado. Separado fisicamente de parcelas que são suas e separado das realidades das parcelas que nos estão sempre afastadas. O que consta no inventário de base é que somos um povo de poetas, fadistas e futebolistas, e todos dos bons. Enfim, somos povo para aí virados. Não somos povo para domar o tractor, a pedreira, a traineira, o gado, os inventos, o que for possível criar de útil porque logo a seguir vendemos tudo porque depois é uma chatice ter que trabalhar mais, mais e mais. Consta nesse inventário que entregamos o que quer que seja do que temos de bom por uma boa noite de doce encantamento, um bom carro, uma boa vivenda e que nos faça lembrar durante anos o sucedido, depois, de nada mais se ter e ser... estamos uns “sem abrigo” a agarrarmo-nos a umas “trombetas” que nem arautos da desgraça são mas que nada vão fazer, se o conseguissem, porque nada sabem… a julgar pelos seus quadros.

Consta nesse tal inventário, que trabalhamos, mas se lermos bem nas entrelinhas constará que, se formos bem dirigidos para isso, trabalhamos. Quando constará que sabemos dirigir, porque sabemos trabalhar e sobretudo, em exclusivo, no que é nosso? Até temos quem o consegue fazer, bem, mas até aqui não queremos pagar essa competência.

Vamos ter que partir de uma série de “coisas nossas” que não podemos perder, têm mesmo que fazer parte do inventário, mas temos que atirar definitivamente fora o que fomos, do que nos orgulhamos, mas que não nos dá mais nada e serve só para ficarmos com ar de idiotas. Pode colocar-se isso num livro de memórias, nunca num inventário!

Urge fazer o inventário e começar a trabalhar, definitivamente, mas todos para o mesmo lado, para cumprirmos Portugal.

Se o não fizermos, através de alguém, competente, por isso bem pago, que marque o rumo, teremos que ser nós a determinar quem queremos para nos ajudar a levar o país à situação de o ser. Independente, útil, capaz de perpetuar desígnios, enfim, referências do ADN que pretendemos desde sempre, quem pensa Portugal, transmitir à geração que nos irá permitir a alegria de os ver crescer e realizarem-se.

Que quando as coisas se vão compondo lentamente, não nos precipitemos a dizer mal e a remar ao contrário dos que querem fazer algo por todos… não queiramos, permanentemente, criar sobre o bem a acontecer, “terra queimada”… como é nossa aptidão.

Acabemos com os “atiradores-emboscados”, os pagamentos de “rendas sobre a energia” aos que entram em projectos no nosso país porque o estado paga-lhes, o estado somos nós… enfim, sobre tudo o que nos cangam e rumemos ao Portugal que queremos. Sejamos portugueses responsáveis de uma vez por todas!

 

 

Victor Martins

terça-feira, 14 de abril de 2026

 

TERTÚLIAS

 

 

            Por vezes conversamos afincadamente, outras só por meias palavras. É o suficiente porque temos sempre o humor em alta e já nos conhecemos, assim as meias palavras vão directas ao ponto que queremos, conseguindo rir do que pensamos, despoletado pelo que dizemos.

            Cid Adão é o meu comparsa nas tertúlias. É dele, a seguir a uma observação carregada de preocupação minha, o rematar de uma resposta, supostamente “vinda dos meus possíveis visados”. Referi que os auxílios aos que ficaram sem nada, ou sem possibilidades de poder voltar a produzir como o faziam anteriormente na zona de Leiria, Marinha Grande, Ourém, por causa da depressão Kristine, ainda não tinham sido implementados como deveria ter sido feito… muito “negócio” clandestino estava a ser feito com as dádivas: telhas, cimento, plásticos para estufas, tijolos, conforme se viu numa reportagem do dia 13, no NOW. Resposta: “Pois é, quando estou no sofá a ver jogos de futebol, farto-me de meter golos.” Fiquei a olhar para ele… Pensei que o Cid Adão teria a ideia que as dádivas deveriam ser guardadas, distribuídas e justamente inspeccionadas nos locais onde a necessidade é imperiosa e rapidamente. Nunca me passou pela cabeça que esta resposta estaria ligada a um: “Deixa andar, a nossa missão na autarquia é cumprir o nosso orçamento, entrar às nove e sair às dezassete…” Entretanto penso que não deve ser assim. A resposta de quem não quer saber dos problemas dos outros é que será essa.

            Se eu tivesse dado materiais para ajudar, retirando dos lucros da minha empresa, uma parte para acudir a quem praticamente ficou sem nada, ao ver o que vi na reportagem, disse ao Cid Adão isto, e acrescentei que meteria uma acção em tribunal contra quem, na autarquia deixa que isto se processe assim. Resposta do Cid Adão:

            -“Para quê? Para gastar dinheiro ao meter o processo? Para que o caso nunca mais se resolvesse e ande arrastado pelos tribunais durante anos? Para, se o autarca onde o meu amigo estaria fosse da “cor” do visado, e o amigo passar a ter problemas com a sua firma, posteriormente, por isto e por aquilo? Meu amigo, deixe-se desses pensamentos, ainda é de bom tempo.

            Decididamente, hoje, não consigo conversar com ele…

 

VM

segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

A CULPA É DO FAZEDOR DE TAMBORES

 

 

            Tenho uma ojeriza a este tipo de situações. Os combustíveis são uma fonte de receita que dá a entender, pelo procedimento do governo, não existir mais nenhuma fonte de receita, ou até outras situações em que não se “consegue” rendibilizar os dinheiros arrecadados pelo estado.

            A informação que está disponível é que a gasolina, por cada 1000 litros tem um ISP (Imposto Sobre Produtos Petrolíferos) de 470,53 € onde se acrescenta o IVA de 23%, dando um final de 578,7519 €. No gasóleo, por 1000 litros, a taxa de ISP é de 311,63€, acresce 23% de IVA, temos um final para o estado, 383,3049 €. Tal como na gasolina, o imposto ronda os 50%.

            Usando ideologia partidária para a continuação da crónica, e o “pensamento de uma parte do governo, uma em a) a outra em b)”:

A)   “… Os transportadores, distribuidores de produtos, têm mais que margens de lucros suficientes e podem pagar esta alta de preços dos combustíveis…”

B)    “… Qual é a empresa que pode comportar esta alta de preços, sem fechar e lançar para o desemprego muitos colaboradores, sem ser com a ajuda do estado?”.

O procedimento que a seguir fizemos (agitando os cérebros) foi para, exemplo, a gasolina. Considerando o imposto em cerca de 50% (claro que são contabilizações feitas de modo grosseiro/linear), a gasolina à data desta informação, deveria custar 1,15€ por litro, seja:

                        578,7519 € X 2  (50%) = 1157,51838 €

                        1157,51838:1000 (litros) = 1,1575…. € o litro

O estado deve retirar o imposto que arrecada de modo a colocar o preço dos combustíveis ao nível, no mínimo, no inicio do conflito. Temos que ser “bons alunos” e respeitar assim, o povo. O nosso país não vai conseguir sair deste atoleiro, sim afundar-se, se não for imediatamente feito neste sentido uma reformulação de preços. Primeiro está a economia do país. Bruxelas não vai querer que as populações dos estados membros passem problemas graves e até encerramento de empresas fundamentais à economia dos países. Era uma insanidade política. Têm os estados membros que concertar estas políticas de modo rápido, os povos respectivos nem sequer por esmola devem receber aquilo que lhes cabe por justiça. A união europeia nasceu para criar o bem-estar dos estados membros. Decidam com competência e coloquem o “dedo no nariz” a extracomunitários que só nos querem destruir de forma dissimulada.

Dada esta falta de decisões e estes “refluxos” políticos… já comecei a tomar camomila em infusão… tal é a azia… política.

 

VM

sexta-feira, 3 de abril de 2026

 

O   BUFARINHEIRO

 

            Comecei a analisar a sua mala, claro, o que nela traz. “Bugigangas e quinquilharias de ideias” e pequenos “objectos” que os usa como raciocínios ilógicos, mas que vão muito bem com o tom da “pele” de um populista. Quando decidi pela análise da sua “mala”, pensei que tinha pela frente uma operação difícil. Não, afinal não o foi. O que é obvio, nunca é complicado. Eu é que estava a ligar os complicadores da análise, parecia-me que iria ser um caso de estudo…

Ouvimo-lo falar, alto e bom som: “Que se lixem as eleições!”, a seguir aos resultados catastróficos provocados pela depressão Kristin, no país. Acumulou algumas “telhas” para entregar a… quem?

            Acusou o governo e o presidente da Republica por: um, não actuou a tempo para garantir os meios materiais e logísticos para uma reconstrução imediata, e o outro não apareceu em lado nenhum. Justificou o seu dizer, baseado na actuação das autoridades do país que não compareceram em lado nenhum para ajudar o povo prejudicado pela depressão.

            E agora? Sobre o caso? Mantém a pressão para a agilização dos processos com a finalidade de resolver os problemas causados pela depressão? Sim. Soluções? Dar, e dar, e voltar a dar dinheiro… É interessante analisar estes “tiques” políticos. Calcule-se que, se o tivéssemos premiado de modo a ter ganho estas últimas eleições, tínhamos todos neste país, “vinho canalisado”. “Branco” de um lado, “tinto” do outro. O que perdemos, benza-nos Deus. Não aprendemos…

            A formação na escola era importante, deixamos campear a incivilidade social e politica. Claro, essa formação tem que ser dada na escola. A educação? Essa é de casa, de “berço”. O bufarinheiro proporcionou-se a uma exibição sem precedentes. Queria humilhar os participantes e constituintes da escrita da nossa Constituição. Pessoas que estão muito, mas muito acima da sua craveira intelectual. A sua, é a de um mero anunciador parlamentar, de “histórias do absurdo”. Parece ter adeptos, por incrível que pareça aos mais avisados.

            Entretanto, quando os seus legionários descobrirem que se está melhor do que se estava antes do 25 de Abril, que o país com a extrema direita tem policia que vigia o povo (ao tempo, teve a PIDE/DGS) e que a direita depois de instalada, vive e viverá para as suas elites, nunca para o povo, então, estes delírios sobre um país de corruptos, acaba num estalar de dedos, porque o socialismo liberal democrático é sinónimo de democracia e de progresso. Nunca nos venham sequer, dar “teorias modernas ideológicas”, porque a democracia caber-nos-á sempre, neste país, por justiça.

 

VM

sábado, 28 de março de 2026

 


SEMPRE TIRO AO…

 

 

            Se fomos inventados por Deus é porque o macaco o desiludiu  mesmo a sério.

            Temos provas de conseguirmos, neste planeta, ser uma espécie altamente complexa, de tal maneira que, quem se dedique a estudar-nos, acaba por “desistir”. Como portugueses ligados sempre aos complicadores, dividimo-nos em esquerda e direita. Para que não seja só complicado o estudo que nos fizerem neste campo, inventámos os centros. O centro esquerda e o centro direita. Inventamos ideias. E o que inventamos de ideias quando somos de esquerda? Para que o estudo que nos façam neste campo, continue em maré de complicação, logo não compreendido mesmo, usámos essas ideias e passámo-las para quem diz ou é de direita poder subverter, reverter, reescrever, assumindo-as de forma a que a partir daqui estas “novas”, sejam estudadas e consideradas inovação de acordo com os “tempos que correm”.

            Inventámos tudo que é torneio da verdade, como o “tiro ao”... ou ao “denegrir o/a”... Neste momento estamos em pleno “Tiro ao PS” por parte de um partido que segue a linha dos partidos de extrema direita europeus, e não só. A destruição e o denegrir os partidos humanistas é uma táctica fascista, velha conhecida, mas eficaz, sempre, sobre os mais distraídos ou irresponsáveis. É um grande campeonato. É sempre assim. Acabamos por ver que quem devia estar conscientemente atento, não está com ninguém. Ser fiel ao humanismo… a fidelidade só se faz notar nos equipamentos de som.

            Precisávamos de um futurologista. É claro que um vidente, que nos informe o futuro, seria muito bom, mas... esta arte é dificílima fundamentalmente no que respeita a predizer o futuro...

            Nada tínhamos preparado para qualquer catástrofe, somos sempre, mas sempre, optimistas sem respaldo para esse optimismo. Quando cai o “Carmo e a Trindade”, o respaldo do estado está nas actuações da máquina fiscal sobre quase todos nós. Esta máquina supera os dermatologistas... estes últimos só nos tiram a pele.

            É muito difícil viver permanentemente neste contexto. Criaram os políticos uma situação tão sistematicamente grave no país, que a nossa dignidade só será reposta daqui a muitos anos. Vamos ter confiança nisso? Distraídos como somos? No nosso sistema, (círculos plurinominais) os políticos entram no governo por favoritismo do eleito ou do partido maioritário. Se fosse por mérito (círculos uninominais), não passavam da “porta”!

            Deixemos os lamentos. Vamos ter que trabalhar muitas horas mais e muito melhor. Dez, doze... Dormir cinco, seis? Se assim formos por essa via, aproveito para alertar alguns de nós... para que não as misturem com as do trabalho.

            Nunca usei a frase de que o tal ou o outro, estará a dar voltas no caixão com este estado de coisas. Não partilho dessa ideia. Aliás, o único ser que dá voltas depois de morto é o frango a assar.

            Meu caro leitor, desfrute o dia, antes que um qualquer imbecil lho estrague.

            Vou acabar esta pequena conversa consigo, mas... não sem antes lembrar uma frase dos nossos actores preferidos, Woody Allen:

                        “O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político fez um gesto… e desapareceu o mágico.”

           

VM


  ECONOMIA DO PAÍS   Estive com um amigo, economista, a quem fiz uma pergunta, para me esclarecer. Parecia-me de resposta fácil, afinal ...