domingo, 31 de maio de 2026

 

BARRETE PARA UM DESAVISADO…

 

 

            De repente deu conta que, no partido para onde tinha entrado, não se podia pensar, disseram-lhe outra coisa quando foi convidado. Ia pensar pela própria cabeça. Dar opinião, tirar uma ideia juntando as várias que os companheiros também dariam e a partir daí, ficarem com uma opinião de grupo, vinculativa, para ajudar, enfim, no que dizia respeito à moção a tratar… No anterior também era assim, mas com poucos resultados. Ficou de cenho levantado e preocupado. Resmungou em voz baixa:

            - Afinal, vim para ser útil, para ajudar a mudar coisas que considero erradas, assim me informaram ser, e… Mau, queres ver que não estou no sitio certo? No anterior partido ouviam-me, debatia, muito embora não resolvêssemos muita coisa a contento do grupo, mas debatíamos, chegávamos a um consenso. O estar lá não me chegava e por isso é que mudei. “Porque aqui temos mais força”; até foi com essa frase que me convenceram. Não estou a perceber, nem a perceber-me. Esta agora! O que é que fiz de errado ao ter entrado… neste meu novo capítulo de vida social? Descreveram-me ser o sítio ideal para mudar a nossa vida social: “Denunciar a corrupção e os corruptos, denunciar os compadrios, denunciar os grandes lucros que não pagam impostos, denunciar os que recebem subsídios e nada fazem para merecê-los, criar textos para que o partido, na assembleia da república, legisle em favor do povo…” Alto lá! Afinal o que é isto? Aqui não é um local onde impere o diálogo, isto é uma “fila indiana” de ideias pensadas e detidas por quem está na cabeça da fila e de lá ordena as suas directivas para o grupo, isto em relação ao “percurso” a ter. Bonito serviço…

            Foi a uma estante, rebuscou uns papeis e retirou um pequeno bloco. Folheou e leu:

            “ Defendem-se os valores tradicionais, a nação como referência e a cultura nacional…”

               Foi até ao computador, abriu-o, digitou algo no programa de busca… carregou no menu… 1942… “princípios organizativos”… “ fundamentos ideológicos…” abriu, leu:

São princípios: a defesa dos valores tradicionais, a nação como referência principal, a manutenção e desenvolvimento fundamental numa cultura nacional.”

            Isto era a ideologia hitleriana… estou perante uma cópia… até na confessada escrita, a vontade em destruírem o sistema, o bloco central (PS e PSD). No momento, não entram declaradamente em “guerra” com o PSD, porque este está no governo e é necessário para, paulatinamente aprovarem os “seus interesses”… mas verbalizam sistematicamente que o socialismo tem que desaparecer e para que isso aconteça, tem que se alterar a constituição… sim senhor, para que o socialismo democrático, igual à social- democracia… ou seja, quem fez evoluir o país até agora e que graças a esses dois partidos, o povo deixou de ser paupérrimo de bens materiais e cultura… deixem de existir e fique o que entendem para principio da sua entrada no governo… deixa-me ler outra vez o papel do estado: “Redução do estado nas suas funções, diz aqui… reduzir ao mínimo as funções do estado”… praticamente anular o papel do estado… não intervir no auxílio a minorias… reforço da ordem e da lei, acabando com ideias de manifestações de protesto “sem lógica”, porque tudo será tratado em benefício do povo e em tempo útil. Esta agora… estou mesmo no centro da perseguição ao direito das pessoas se manifestarem como o fazem num regime democrático. Isto, é só ler nas entrelinhas e ver os partidos de extrema direita a actuarem no terreno. Só um “cego” é que não lê e não interpreta… por não saber…

            O que faço… comparando… no essencial, isto não é mais que os SS… claro, não leio a ideia dos nazis, aqui declarada, é que a linguagem que aqui está escrita sobre as bases do partido, está mais consentânea com a actualidade, mais moderna. Bom, penso que vou pelo mesmo caminho de onde vim… A minha mania de não “fazer o trabalho de casa”, de não ler, ver, ouvir, reflectir e ser simplesmente um… nem consigo adjectivar-me… Não vou esquecer aquela “dica” do “meu correligionário, daqui”, a informar-me que o que devo estudar, aliás, até sublinhou: “Aqui estuda-se. É ouvires, leres as directivas do presidente, estudares os seus pensamentos sobre os assuntos e frisares, quando te solicitarem, com as tuas palavras é claro, com a tua vivência, o que ele quis e quer dizer, e só isso! Toma nota, para que não se saia do “foco” do que ele pretende. Tens de ouvir o que o presidente diz e disse sobre a corrupção, os corruptos, o compadrio entre, toma nota outra vez, sempre, quem interessa derrotar no parlamento. Aproveita a altura, sempre para destruir os referenciais do socialismo e da social democracia, mas no momento o socialismo, em voz bem “cheia”. Nas entrevistas, falar sempre sobre o que os outros estão a dizer para não lhes darmos hipótese de exporem ideias ou contrariarem as nossas. É ponto sagrado dele essa referência, repara que só em uníssono é que conseguimos ter uma voz mais actuante e deixar sem argumentos os outros. Como vês é importante a tua voz no partido. Nos outros nada se consegue e então naquele, onde estavas!”.

            Pensando bem, isto não é mais que um partido Bonapartista, e declaradamente! Isto não interessa a nenhum democrata. Como o sou, não enveredo por sistemas autocráticos, porque:

            - Penso; Intervenho; Consensualizo; Reorganizo; Actuo; Socializo.

            É nesta situação e nestes moldes, que está o “meu partido”, um partido democrático que pretendo sempre actual, interventivo e que deve servir toda a população, não alguns membros do partido. Já disse: Não posso aderir a um partido ou tomar parte das ideias de qualquer um deles, por preguiça, e estar pouco interessado em ajudar a sociedade onde vivo, tomar as ideias de outros, impostas, como minhas, nunca! O meu caminho, afinal, para ser socialmente útil, é o de volta.

Nas ilusões onde por vezes mergulhamos, o caminho de volta deve ser sempre rápido para não termos tempo de nos descobrirmos uns: “simplórios desavisados”.

 

            VM

quarta-feira, 27 de maio de 2026

 

ESCLARECIMENTO

            - Hoje é dia para conversarmos, se calhar do mesmo. Somos sete, eu só venho até cá, de dois em dois meses… mais ou menos, mas não tenho esclarecido o que aconteceu nas últimas eleições, calhando, défice de compreensão da minha parte. Nunca nos zangámos ao abordar este tema, claro, somos amigos e as amizades vão muito além das politicas, embora elas impliquem com a nossa forma de viver. Então, começo eu… ou algum dos presentes tem alguma declaração a fazer?

            - Estou em crer que afinal, o “alentejano” és tu. Onde é que não percebeste? Compreendes devagar apesar do que já dissemos por aqui, mas escuta, não te estiques muito, que estou com cãibras nos cabelos, mas vá lá, moenga aí o nosso juízo.

            - Eh, Luís. Que feitio…

            - Já o conheces, moço.

            Perante o sorrir dos demais, Cid Adão, responde:

            - Também é simples o que vou referir, perguntando…

            - Avanta o que remoeste…

            - Bom, estou a ver que está tudo de acordo com o Samuel. Então as perguntas são simples, cá vão, mas faço primeiro uma reflexão…

            - Anda moço, reflexiona lá para ouvirmos.

            - Ok. Então, o socialismo democrático…

            - Já cá faltava essa, moço dum “cab…”, tanta vez martelámos isto… bom admito que não percebas, não és alentejano, mas não é por isso só…

            - Samuel, calma. Só quero perceber uma coisa simples, a votação na extrema direita, seja, passar de uma esquerda para o outro extremo… Bem, o socialismo democrático tem por objectivo, falo na sua base é claro, agora não é bem assim, ou seja, tendia a anular os procedimentos capitalistas para se entrar por uma apropriação, em colectivo digamos, dos meios de produção, mas por via democrática, diálogos, votações, sem recorrer a processos revolucionários tradicionais, então, o tipo de socialismo que agora “vigora”, está mais consentâneo com a social-democracia onde se concorda com o sistema capitalista como meio de desenvolvimento social tentando sempre suprir desigualdades sociais ao redistribuir riqueza. O PS e o PSD sempre conviveram nesta nossa sociedade e foi quem levou isto em frente, umas vezes mais para o lado direito, outras vezes mais para o lado esquerdo, certo?

            - Não é que o moço está a dar no prego? – Ironiza António.

            - Até aqui sabemos. – Continua Cid Adão. Mas o que pretendo ver esclarecido na minha cabeça é que, sabendo as dificuldades que se passaram aqui no antigamente, muita fome, sem empregos, e só com uma revolução é que isto virou, para melhor. A fome foi travada, o Alentejo foi paulatinamente melhorado…

            - Aí é que tu tens o teu engano! Melhorado onde? Sem projectos, sem orçamentos capazes, com subsídios dados a quem não trabalha…

            - Espera aí Zé, espera aí! – Interrompe Cid Adão. Não me digas que querias que te dessem um sapo de louça para colocares na porta da rua…

            - Vês, não és alentejano. – Responde Zé. Continua: Não é por aí, olha, para te resumir a coisa, onde estão os “cabr…” dos políticos quando é necessário melhorar a vida das pessoas nas cidades e vilas do interior? Onde estão, quando é necessário tratar da água, por exemplo, para se beber? Onde estão, para facilitarem a vinda de empresas para este interior? Onde estão, para não permitirem o cultivo intensivo de espécies que não têm água para rega e a vão retirar às pessoas? Onde estão, se não para autorizarem o enterro de toneladas e toneladas de desperdícios da azeitona nos subsolos para contaminarem as poucas águas subterrâneas que existem e informam que ainda, por lei, há espaço para mais? Onde estão, quando é necessário repavimentar as estradas no Alentejo que se encontram cada vez mais miseráveis? Onde estão, quando queremos sinal na rede dos telemóveis em tantos e tantos quilómetros no Alentejo e até em todo o país, mas cá, a autoridade para as telecomunicações, serve para alguma coisa? Escuta, exemplo, se vens de Ourique e vais para Odmira… sentes que estás a ter qualquer anomalia na tua saúde, um AVC, ou o carro avaria, ou até tens um acidente. Experimenta telefonar a pedir socorro. Onde é que está o sinal no telemóvel? Ficas apeado ou morres a esperar por socorro. Olha, lembro-me, ias de Penacova para Coimbra e comecei a falar contigo, só uns dois ou três minutos e perdeste a rede. Porquê? Onde estão os políticos de escolinha, quando necessitamos de centros de saúde melhor equipados? E escolas melhoradas? E agências bancárias que não pensem só no lucro e nos façam andar dezenas de quilómetros para tratar de assuntos financeiros? E delegações das finanças? Onde estão os políticos de pacotilha, que cortam orçamentos para a saúde, para o ensino, para as autarquias e… agora sou venenoso, os dão ao Moedas, porque vale mais uma pedra da calçada na Praça da Figueira, do que o Alentejo todo, diz-me, onde está a dotação financeira para o desenvolvimento desta província? E os projectos que lhe deviam caber para o seu desenvolvimento, onde estão? É só secar o aeroporto de Beja? É à custa deste interior que vive todo o litoral? Até nem é esse dito todo, porque afinal, o que conta para o país, é só Lisboa e Porto! O país é pobre, é? É! Só em algumas regiões? Ou devem ser consideradas todas por igual? Porque é que Lisboa, por exemplo, não larga a região do vale do Tejo, a área de Setúbal? É que ao orçamento geral de Lisboa, interessa em conjunto com a região de Setúbal? É que a região de Setúbal, não interessa aos Setubalenses, é? E agora, ó alentejano de adopção, o que me dizes?

            - Cid Adão, queres que seja eu, agora, a falar do resto do país? Começando pelas tuas Beiras? – Atalha António.

            Cid Adão responde:

            - Já provaram estes pasteis de nata? Belíssimos. Sempre disse que aqui eram muito bons. Vocês já sabiam, é claro…

            Não sei se por agora, ainda se salva o pastel de nata…

 

VM

domingo, 17 de maio de 2026

 

SAM, SRULIK E VANKA

E IÓNG  (*)

 

Não sei como alertar este caso, muito grave. Passa-se nesta aldeia global, numa escola onde três rapazolas fazem o que querem e ninguém toma mão nisto. Como não sei o que fazer cabe-me denunciar o caso a passar numa escola que deu referências a todas sobre a postura social e muitas outras referências para o bem estar social.

Srulik, Sam e Vanka, “alunos” de três “turmas diferentes, são observados de perto pelo Ióng, também de uma outra turma. Ióng não se mete nas tropelias dos três, observa, e dá umas opiniões quando lhe perguntamos: “O que se passa?”. Sempre pensou, que se as maldades que os três praticam, redundarem em seu favor, e se assim era, incentiva-os.

Todos “estudam”, mas no dizer dos demais, o que estudam é a forma de concretizarem o mal, disfarçada ou declaradamente.

Srulik e Sam são muito amigos mesmo, Sam encobre as “asneiradas” do parceiro chegando a rir do que ele faz, aprovando sempre os maldosos actos. Vejam, Srulik, um dia, lembrou-se de…

“Um vizinho daquela “escola”, tinha construído, ao longo da sua vida, uma casa onde vivia com a família. Tinha tudo o que necessitava. O pequeno pecúlio que ia amealhando, fruto do seu trabalho, serve para a educação dos filhos e para o dia a dia. Todos os seus vizinhos tinham casas que foram construindo e adquirindo com alguma dificuldade, mas sempres de cabeça erguida, sem viverem à custa de ninguém.

Sam tinha dito a Srulik, por tê-lo visto a rondar a casa próxima da escola: “Vê se não fazes nenhuma asneira e que toda a gente veja, ficas entalado, olha que eu estou a dizer-te para não pensares em nada estúpido porque se te vêm, não vou em teu auxilio! Ouves?” Srulik sorriu-lhe e acalmou-o.

- “Já me viste alguma vez em acção? Só o que te dizem ter sido eu. Não sou. Não sou como o Vanka que parte tudo por onde anda, agora está na quinta do conterrâneo dele, a arrasar tudo, alguém lhe vai à mão? Até os tais que criticam tudo, nada fazem. Se é assim, “bota a baixo, também quero participar nisto, pode ser que ganhe um ‘cordãozinho de ouro’ para vender. Só se o director desta coisa, toda, me vir e…

- Ah, não te preocupes – diz-lhe Sam: é um banana, e é ele director da escola, vejam lá! Eu já o tinha tirado de lá, nenhum dos membros desta escola tem categoria para fazer o que quer que seja. Mas fotografias de conjunto, na escola tiram. Pagam os vidros que tu partes e mais outras coisas, e até os da quinta do conterrâneo do Vanka, tudo o que ele destrói também, mas a ti? Punirem-te? Oh, oh, isso é que era bom! Salto a terreiro e digo que não foste tu e que se sabem que foste, digo que já te tinha avisado para não fazeres nada, com isso calo-os. Ficam contentes porque te avisei, ficam assim como se fossem eles a avisar. Mas vê se tens juízo. Nada às claras. Entretanto ando agora a divertir-me a distrai-los para tu fazeres as macacadas, não te preocupes. Até fazem de contas que não dão por isso se desconfiarem, sabendo. Eh, eh. Não te alertes porque não têm competência para fazer, nada! Comigo não se metem porque o meu pai manda nisto tudo, já viram o nosso património e os cães que temos, quando vão para o terreno vai tudo na frente.

Srulik dá uma palmada nas costas do amigo a sorrir e diz:

- Achas que se iam meter connosco, nem pensar, têm medo de tudo e de todos. Querem é serem noticiados nas televisões e bem, nas horas de “ponta”. Isto está por nossa conta.

Sam saiu de perto do amigo. Pensou na quinta destruída do vizinho ao lado da escola e ficou a matutar se descobrem que fui eu que lhe dei a pólvora… vai ser mau. Também pensou no que Srulik lhe tinha dito sobre o Vanka. Verdade a outra quinta, a do conterrâneo, está quase toda destruída. O homem, coitado, recebe apoio do pessoal dirigente da escola, mas mais nada… Pensou: “Ora, eu até ficava bem na “fotografia” se fosse ter com o Vanka e lhe pedisse para parar…”

Pegou no telemóvel e conversou com a personagem, do outro lado… ficou admirado e preocupado com o que ele lhe comunicou… “…que tinha atirado com uns barracões abaixo e que, se o outro quisesse conversar, sim senhor, parava, e conversava, mas, os carros antigos e o outro património que lá estava, seria para si e ponto final!”

- Então ele destruiu tudo e quer possuir o que resta? Se calhar até o terreno pretende… será?

Outra interrogação para si, é o Ióng estar sempre por perto… é o que se pode dizer, um “olheiro”. Talvez o perceba sem saber muito bem as suas intenções…

Agora sou eu, como denunciante do comportamento destes três miúdos a pensar que queria que fosse assim:

Um dia aparece Srulik esbaforido junto a Sam:

- Vamos ser chamados ao “director”!

- Essa agora, então não estão em eleições?

- Estão, melhor, estavam e elegeram um “gajo marado”. Contaram-lhe histórias sobre nós, acho que o eleito juntou um processo com fotografias e tudo e vamos ter que ir lá, agora.

- Estás maluco. Algum destes “artistas” se vai meter connosco?

- Acho que sim… também me disseram que nos querem prender e internar, já vi na entrada, duas ambulâncias e polícia…

- Polícia? Ambulâncias? Para quê? O meu pai é que é quem manda nas policias e em tudo neste sítio, pode lá ser!

- Mas é verdade!

Viram aproximarem-se policias e uns homens de bata branca com “panos de fitas”. Rodearam-nos, deram-lhe ordens de prisão, meteram-nos dentro desses panos, ataram as fitas nas suas costas, introduziram-nos, cada um em sua ambulância e o “bairro”, mais tarde, ficou a saber que os meliantes nunca mais iriam fazer asneiras que prejudicassem a comunidade.

Existem atitudes que podem parecer descabidas, sem razão e fora de tempo, mas que devem existir, custe o que custar, doa a quem doer, para nunca se dar, sequer por esmola, o que cabe por justiça aos povos neste mundo.

(*)

Sam, Srulik , Vanka e Ióng

Respectivamente, meninos: americano, israelita, russo e chinês.

 

VM

quinta-feira, 7 de maio de 2026

 

AS GALEGAS E AS MAÇANILHAS

 

 

Resolvi enveredar por uma “investigação caseira” sobre a azeitona. É isso mesmo. E o que descobri? Dezenas de nutrientes para a protecção da saúde têm sido referenciadas nas azeitonas, e estudos mais ou menos recentes, versam ainda as variedades e o respectivo processamento do azeite. A conclusão, a partir desses estudos, é interessante para quem gosta de azeitonas... (não conseguem ver o meu sorriso, pois não?…) de todas as variedades.

As “gregas” são predominantemente, pretas; as “espanholas” são verdes… As nativas no nosso país são pretas, as verdes, predominantes no sul, não são “naturais” ou seja, não pertenciam a este nosso solo, até que…

azeitona ajuda a aumentar o colesterol bom, regular o intestino e prevenir o envelhecimento precoce, por serem muito rica em nutrientes.

De acordo com a nutricionista Fabiane Veltrini, (li e anotei) “as azeitonas têm alto teor de gorduras monoinsaturadas que ajudam a combater o nível de colesterol mau no sangue”.

São ricas em ácidos gordos monoinsaturados, vitaminas e antioxidantes, ajudam a combater as doenças crónico-degenerativas, como o cancro.

São importantes na saúde cardiovascular porque são ricas em gorduras monoinsaturadas (ácido oleico), porque ajudam a reduzir o colesterol "mau" (LDL) e a aumentar o "bom" (HDL).

            Possuem uma acção antioxidante porque contêm polifenóis e vitamina E, que combatem radicais livres e previnem o envelhecimento precoce das células e ajudam na regulação intestinal porque possuem fibras e gorduras que auxiliam o bom funcionamento do trânsito intestinal. 

Em práticas tradicionais de “medicina de ervas”, a preparações de azeitonas e as folhas de oliveira têm sido muitas vezes utilizadas no tratamento de problemas inflamatórios, incluindo alergias relacionadas com alguns tipos de inflamação, sabemos disso até pela tradição. As novas pesquisas ajudam a explicar como as azeitonas trabalham para nos proporcionarem benefícios anti-inflamatórios, especialmente em circunstâncias que envolvem alguns tipos de alergias. Com os extractos de azeitona, demonstrou-se que funcionam como anti-histamínicos ao nível celular. Ao bloquearem os receptores da histamina especiais (chamados receptores H1), os componentes únicos em extractos de azeitona, ajudam a diminuir a resposta de histamina das células, isto porque a histamina é uma molécula que pode ser produzida em excesso nas alergias e ser um ponto chave no processo inflamatório.

São mais que prováveis os benefícios anti-inflamatórios que recebemos a partir das azeitonas que envolvem esta via anti-histamínica. As azeitonas têm, então, um papel especial a desempenhar como parte de uma dieta antialérgica em geral. Também li, em documentos credíveis, fornecidos por “jornais científicos”, que quando as dietas baixas em gordura monoinsaturada são alteradas para aumentar o teor de gordura monoinsaturada (sem se tornar demasiado alta em gordura total), participantes em estudos desta pesquisa, no geral, mostraram uma diminuição dos seus níveis de colesterol no sangue, colesterol LDL e um aumento do colesterol HDL. Todas essas mudanças diminuem o risco de doença cardíaca.

A lista a seguir mostra alguns fito-nutrientes chave das azeitonas, organizado pela sua categoria química: Fenóis simples; Terpenos (incluindo secoiridoides e triterpenos); Flavonas; Ácidos hidroxicinâmicos; Antocianidinas; Flavonóis; Ácidos hidroxibenzóico; Ácidos hidroxifenilacético.

Dada esta riqueza fitonutriente, não é surpresa que as azeitonas forneçam benefícios para a saúde ao serem ingeridas e assim estenderem-se para a maioria dos órgãos do nosso corpo. Os benefícios da azeitona foram demonstrados ao nível do sistema cardiovascular, sistema respiratório, sistema nervoso, sistema músculo-esquelético, sistema imunológico, sistema inflamatório, e sistema digestivo.

Assim podemos analisar o verdadeiro interesse das azeitonas na dieta mediterrânica. Ah, “fazem mal a isto e aquilo, não comas muitas…?” Bom, a moderação é a prática a seguir, mas, quando temperadas com um fio de azeite extra-virgem, muito alho picadinho e muitos orégãos… ai mãezinha… vai lá dizer que fazem mal! Por favor, calem-se e saboreiem!

 

VM

segunda-feira, 4 de maio de 2026

 

ECONOMIA DO PAÍS


 

Estive com um amigo, economista, a quem fiz uma pergunta, para me esclarecer. Parecia-me de resposta fácil, afinal não é. O que perguntei:

- Como é que vou perceber, de forma básica, simples, como é que funciona esta nossa economia?

            - De simples não tem nada, mas em modo de entendimento fácil, dir-te-ei que funciona assim: Mediante os nossos consumos internos, importações, e perante as nossas exportações, existe uma “troca e um encontro de contas”, seja, “toma lá, dá cá”. Exportamos 20, importamos para nosso consumo, 20, O saldo externo é zero. Exportamos 20, produzimos 10, importamos 10, saldo positivo de 10. Exportamos 20, produzimos 10, mas consumimos 40, o défice já é negativo. Temos que arranjar umas correcções para endireitar o défice, seja, produzir mais e consumir menos,. Ou no caso de consumir o mesmo ou mais, a produção terá sempre que ser maior. Até agora, dá para perceber?

            - Sim, dá, “fogo à peça”.

            - Então falemos agora da nossa produtividade, o que conseguimos produzir no país, bens e serviços que nos são pedidos e assim vendáveis a preços justos, para o estrangeiro.

Dados divulgados em 2024, em 2025 ainda não estão confirmados, as nossas exportações, atingiram 79,3 mil milhões de euros, isso representou um crescimento de 2,5% em relação ao ano de 2023. Considerando exportações de bens e serviços (no período de Janeiro a Outubro) o total foi de, mais ou menos, 112 mil milhões de euros. Crescemos assim 4,6%. 

            Mas, mas… as importações totais de bens para Portugal, em 2024, chegaram a perto dos 105,5 mil milhões de euros. Este valor, representa um crescimento de aproximadamente 1,9%, em relação a 2023. O défice comercial subiu 78 milhões de euros, neste momento, quer dizer, já não será, mas pelos dados que tenho é assim.

            - O nosso défice tem vindo a acumular-se, é?

- Sim, o défice da balança comercial agravou-se em Julho de 2025, pois as exportações baixaram e as importações subiram. Em Julho, as exportações diminuíram 11,3% e as importações cresceram 2,8% em relação ao ano anterior, o que fez o défice comercial subir aos 1.173 milhões de euros. Ao que sei. Olha, compramos mais do que produzimos e isso é grave para as finanças do país. Todos temos direito a um bom nível de vida, mas… “Se não trabalho, produzindo bens… não consigo comprar comida”. É claro isto. Se tens um vencimento mensal de 1000 € e gastas 1200 €… estás a aumentar a tua dívida para com alguém… banco, supermercado, oficina, a um amigo… ninguém tem culpa da tua má gestão e ninguém quer saber se tens direito ou não, a ter um nível de vida como queres… deves, tens que pagar.

- Outra pergunta, Lembrei das implicações das greves. São graves, não?

- Nalguns casos têm algum impacto, mas quando são planeadas para não prejudicar trabalhadores e a fonte que dá emprego, sim, alertar para se chegar a um consenso salarial, aqui, está certo. Outras vezes, são devastadoras e levam a que algumas firmas chegam a não recuperar financeiramente.

- Ei, concordas com esse direito ou não, afinal?

- Nem parece tua essa pergunta. Claro que sim! Mas a forma de paralisar uma firma não deve ser mais assim, isso é uma forma básica de há 30 anos. Os representantes dos trabalhadores, agora, devem ser provenientes do mesmo local de trabalho e serem os mais competentes. Devem estar sempre a par do que a firma faz e da sua economia, no geral. Daí o saberem se a firma pode ou não disponibilizar mais dinheiro para salários.

- Pois, pois, mas nem todas as firmas permitem a intromissão nos seus negócios por parte dos colaboradores. A verdade é que nesta atitude se fundamentou a organização sindical há muitos anos, não os tempos de agora. Falo também do patronato, a maioria, que continua a elaborar num erro, quanto à minha experiência, ao não permitir que os seus colaboradores, na pessoa de dois ou três mais antigos e competentes, estejam representados nos conselhos de administração das firmas.

- Sim, compro a ideia, esses funcionários, com função “sindical”, devem ter formação, concordo, logo capacidade para assim terem “assento” nos assuntos financeiros “específicos” das firmas para debaterem, com propriedade, uma resolução salarial. Demagogia minha? Não me parece.

- Essas formações académicas e experiência no “terreno”, pessoais, são necessárias. Aceito e subscrevo o que afirmas, mas, já agora, como é que a economia no país se “defende” para não atravessar altos e baixos que só retiram qualidade de vida aos trabalhadores?

- Pois é, existem várias políticas que podem ajudar a diminuir o défice na balança comercial externa, como a imposição de tarifas e cotas de importação para proteger a indústria nacional, a celebração de acordos comerciais para facilitar as exportações e a adopção de políticas cambiais para tornar a moeda local mais barata, o que estimula as exportações. 

 Investir em produtividade é fundamental, quer o estado domine completamente o tecido económico, quer se esteja numa economia liberal onde a economia é intervencionada pelo estado em mínimos, só a regulação e fiscalidade, rigorosas. Mas, intervir sempre, ajudando a produtividade com uma observação competente nos exportadores, torna a economia mais competitiva internacionalmente e contribuiu para a redução do défice comercial sem a necessidade de desvalorização cambial ou ajustes fiscais. 

- Ou fazer o que Trump faz? Taxas e taxas às importações dos EUA?

- Isso tem muitos contras … “viver à custa” das tarifas impostas, pode quase dizer-se que o país, lá do outro lado do oceano, está a viver à custa do trabalho dos outros, uma espécie de especulação de taxas e juros… é uma forma básica de “endireitar uma economia”. Triste é que a Europa subjugou-se, por incompetência e sem liderança capaz.

- Pois é, subjugar-se ao Trump que com as “ supplier tax”, a funcionar com descontos disfarçados às suas compras, transferindo custos inerentes da compra para os fornecedores, do que pretende adquirir. Aqui vigora o pensamento profundo de Donald Trump: Os outros países que trabalhem para nós.

Estou como o “outro”: “Assim também eu!”

 

VM

quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

CARTA AO CID ADÃO


    Hoje estou a ter com o meu amigo uma confidência, escreveram-me em mensagem, no blogue entardecidos.blogspot.com com uma interrogação: "Onde escreve, os seus textos que também estão no seu blogue, têm visualizações em três e quatro dias de 400, 500. No seu "site", são poucas..." Pois é... é que este blogue parece ser só para os meus amigos e que, nos dias em que lhes dá na "bolha" vão ler o que escrevo, até porque as redes sociais são para que as pessoas escrevam, não são para que leiam... É assim...


Enfim meu caro Cid Adão, depois de dizer e escrever só verdades, hoje apetece-me escrever só mentiras, até de forma descarada, para que o meu amigo se assombre. Começo então por lhe dizer que se fomos inventados por Deus é porque o macaco o desiludiu mesmo muito a sério.

Não é que conseguimos provar que neste planeta somos uma espécie muito complexa, capaz de fazer desistir quem se dedique a estudar-nos? Como portugueses, gostamos de ligar os complicadores, e aqui para nós, arranjámos maneira de nos dividirmos em esquerda e direita. E agora, tome nota, para que não tornemos muito complicado o estudo que eventualmente nos fizerem neste campo, inventámos os centros. O centro esquerda e o centro direita. O que inventamos. Somos pródigos. A quantidade de ideias que planeamos quando somos de esquerda... Para que o estudo que nos façam neste campo, passe agora, a uma situação de complexidade, logo pouco compreendido pelo vulgo, que diabo Cid Adão, somos intelectuais, usámos ideias lógicas, sustentadas, e passámo-las para quem está p´ra lá, na direita, poder adoptá-las e a partir deste ponto torná-las objecto de estudo... ah, e as considere, nessa direita, como própria criação...

Inventámos tudo que é torneio de diversão, como o “tiro ao”... ou ao “denegrir o/a”... Neste momento estamos em plena sessão de “tiro ao PS”. Grande campeonato. Notamos que a fidelidade convicta dos que sempre beneficiaram com o PS, deixa muito a desejar. É sempre assim. Ninguém está com ninguém. A verdade se diga, é que a fidelidade só se faz notar nos equipamentos de som.

Precisamos com urgência de um futurologista. É claro que um vidente, que nos informe o futuro, seria muito bom, mas... esta arte é dificílima, fundamentalmente no que respeita a predizer o futuro não preparado. Por agora o que nos aparece nas montras, ou nos catálogos é: “Agora fizemos, agora fazemos, nunca fizeram, nós fazemos”. Não é que tudo o que aconteceu até agora foi… nada, e só agora é que os génios apareceram?

Decretaram-nos rendas a pagar, por exemplo, a quem promove projectos de energia, sejam eólicos, sejam fotovoltaicos, e, para que não ganhem só o normal que devia ser, face ao investimento, paga-se-lhes uma taxa de: “Perspectivas de Lucro”, como se pode observar nas nossas contas da energia… mais uma canga para quase todos os portugueses. Esta “rapaziada” vai superando os dermatologistas... estes últimos só nos tiram a pele...

É muito difícil viver neste continuado e bem armadilhado contexto. Criaram os políticos uma situação tão grave no país, que a nossa dignidade só será reposta daqui a alguns? Anos? Vamos ter a confiança de que o sistema parasitário que se agarrou ao país, desapareça, refiro os políticos que continuam a entrar nas nossas “vidas” por favoritismo partidário, ou lugar na fila e que até legislam quando entram na “máquina”, veja-se... bom, se fosse por mérito não passavam da “porta”!

Vamos ter que trabalhar muitas horas mais e muito melhor ao que parece. Dez, doze... dormir cinco, seis, sete? Ah, aproveito para alertar alguns de nós... se formos até aí, para que não as misturem com as do trabalho.

Nunca usei a frase de que o tal, ou o outro, estará a dar voltas no caixão com este estado de coisas. Não partilho dessa ideia. Aliás, o único ser que dá voltas depois de morto é o frango ao ser assado.

Meu caro Cid Adão, desfrute o dia, antes que um qualquer imbecil lho estrague.

Vou acabar esta pequena conversa mentirosa consigo, mas... não sem antes lhe dizer:

“Ao conseguirmos a democracia, começámos com um “primeiro gesto” e desapareceu a fome latente, fizemos outro e quase desapareceu a injustiça, fizemos um terceiro e desapareceram as nossas intolerâncias. Um “génio”, travestido de político, pode aparecer, fazer um gesto, e conseguir acabar com a democracia”.

Um abraço.

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

Ser povo... Português

 

O que é ser povo? Ao ouvir alguns candidatos a “imediatos” do nosso navio, faço uma pequena reflexão. Tem a ver com a nacionalidade tão “defendida” por um partido que dá a sensação de ser, na essência, um novo proto-nacionalista ao querer “derrubar” o que somos… até agora. Continuando, não é bem o caso de se ser analisado como cidadão deste rincão, diremos que, embora não parecendo, que se é natural por nascimento e convicção. Simples… Mas numa análise directa sobre essa filiação e convicção, digo-o, teríamos o caos definitivo e ficávamos em pânico. O que nos está a aproximar então, desse caos absoluto? São as taxas que se pagam para nos manter e continuarmos a ser povo, portugueses...

O nosso Camões (tens sorte, não tiveste um Nobel, vais passando pelas escolas, pouco mas passas) escreveria em verso, que os marinheiros não conseguiam marear, pensar, enquanto o corpo que dava para a marinhagem, não estivesse farto, ou minimamente satisfeito, só depois disso viria o tempo de escutar a razão e então criar um rumo.

Neste momento da vida da nação, toda esta marinhagem, necessita de uma viragem ascendente e não a curva descendente que se apresenta a toda a maruja. Tantos e tantos motins aconteceram e vão acontecer, por falta de “mantimentos vários”, que satisfaçam os marinheiros neste viajar, agora e ainda sem rumo certo e como sempre o fizemos, ao sabor da ondulação mas, afirmo, orgulhosos de um pavilhão que sempre nos levou ao nada e continua nesse propósito. “Abençoados imediatos” que nos guiam serena e ambliopamente em direcção ao vazio.

Não é ser partidário do tal partido, não é ser-se profeta da desgraça, é constatar a realidade. Quem ganha com este estado de coisas? É quem nada faria a não ser acrescentar o caos se para concertar o caos fosse.

Se quisermos, (ainda este nosso querer…) podemos virar esta situação. Podemos concretizar um país definitivamente, mas, deixemo-nos de “teorias”, temos que partir de e para o concreto. Temos que arrancar para a nova etapa que devemos pretender, a partir do inventário real, constituinte de um povo. Não podemos continuar a ter nas páginas desse inventário o possuir-se “força para vencer os inimigos”, quando não existem, não pode constar que temos que ir contra moinhos de vento, porque não existem, não podemos referir que temos outras terras para cuidar, quando nada mais temos por aí. Não pode constar no inventário que somos o que não somos e se alguma vez o fomos, bom, é melhor que nem isso conste para não darmos trabalho aos psiquiatras.

O que consta na base do nosso inventário é um país que continua separado. Separado fisicamente de parcelas que são suas e separado das realidades das parcelas que nos estão sempre afastadas. O que consta no inventário de base é que somos um povo de poetas, fadistas e futebolistas, e todos dos bons. Enfim, somos povo para aí virados. Não somos povo para domar o tractor, a pedreira, a traineira, o gado, os inventos, o que for possível criar de útil porque logo a seguir vendemos tudo porque depois é uma chatice ter que trabalhar mais, mais e mais. Consta nesse inventário que entregamos o que quer que seja do que temos de bom por uma boa noite de doce encantamento, um bom carro, uma boa vivenda e que nos faça lembrar durante anos o sucedido, depois, de nada mais se ter e ser... estamos uns “sem abrigo” a agarrarmo-nos a umas “trombetas” que nem arautos da desgraça são mas que nada vão fazer, se o conseguissem, porque nada sabem… a julgar pelos seus quadros.

Consta nesse tal inventário, que trabalhamos, mas se lermos bem nas entrelinhas constará que, se formos bem dirigidos para isso, trabalhamos. Quando constará que sabemos dirigir, porque sabemos trabalhar e sobretudo, em exclusivo, no que é nosso? Até temos quem o consegue fazer, bem, mas até aqui não queremos pagar essa competência.

Vamos ter que partir de uma série de “coisas nossas” que não podemos perder, têm mesmo que fazer parte do inventário, mas temos que atirar definitivamente fora o que fomos, do que nos orgulhamos, mas que não nos dá mais nada e serve só para ficarmos com ar de idiotas. Pode colocar-se isso num livro de memórias, nunca num inventário!

Urge fazer o inventário e começar a trabalhar, definitivamente, mas todos para o mesmo lado, para cumprirmos Portugal.

Se o não fizermos, através de alguém, competente, por isso bem pago, que marque o rumo, teremos que ser nós a determinar quem queremos para nos ajudar a levar o país à situação de o ser. Independente, útil, capaz de perpetuar desígnios, enfim, referências do ADN que pretendemos desde sempre, quem pensa Portugal, transmitir à geração que nos irá permitir a alegria de os ver crescer e realizarem-se.

Que quando as coisas se vão compondo lentamente, não nos precipitemos a dizer mal e a remar ao contrário dos que querem fazer algo por todos… não queiramos, permanentemente, criar sobre o bem a acontecer, “terra queimada”… como é nossa aptidão.

Acabemos com os “atiradores-emboscados”, os pagamentos de “rendas sobre a energia” aos que entram em projectos no nosso país porque o estado paga-lhes, o estado somos nós… enfim, sobre tudo o que nos cangam e rumemos ao Portugal que queremos. Sejamos portugueses responsáveis de uma vez por todas!

 

 

Victor Martins

  BARRETE PARA UM DESAVISADO…                 De repente deu conta que, no partido para onde tinha entrado, não se podia pensar, disse...