CARTA ABERTA AOS YANKEES
(QUE NUNCA LÊEM NADA)
A ideologia-base da facção republicana nos EUA é
focalizada na manutenção de
valores sociais, num mercado que se autorregula pela
intervenção da lei da oferta e da
procura, apoiando a livre iniciativa, com redução da
burocracia. Defende, por isso, a
intervenção governamental numa economia, mínima, com
gastos reduzidos, uma
diminuição nos impostos e o apoio dos valores
tradicionais, dando preponderância à
liberdade e à responsabilidade individual.
Em questões de cultura, é apoiada com uma boa
participação estatal, mas sempre
com o travão financeiro, por forma a não sobrecarregar
E estado com muitos programas
sociais.
Em questões de segurança nacional, como se sabe,
levam-na à “letra” e, como se
observa agora, de uma forma exageradamente
exibicionista, mostrando uma força que
ultrapassa leis e acordos internacionais, desonrando a
palavra dada, em vários acordos.
A ideologia democrata está mais consentânea com uma
perspectiva progressista
no sentido de uma esquerda política: defende maior
interferência estatal na economia e
nos processos dos movimentos sociais, por exemplo, o
anti racismo.
Usa-se a designação ‘liberal’(do inglês) para definir
a sua ideologia, que não é,
no entanto, liberal no sentido do liberalismo clássico
britânico, mas sim no sentido da
esquerda progressista, inclinada a políticas de acções
concretas, de assistencialismo
social.
Assim, o Partido Democrata adoptou um caminho mais
progressista, dirigido à
classe operária e às políticas assistencialistas e
trabalhistas. Esta foi a ideia, após a
Grande Depressão (1929-1933), do presidente Roosevelt.
A sua ideologia é apologista
da existência de um salário mínimo e de os impostos
serem mais altos para quem tem
rendimentos mais elevados, tornando-se solidário com
um estado social. Defende-se
uma regulamentação necessária sobre o consumo, para
que exista protecção aos
consumidores. Preconiza também, a ideologia democrata,
o direito a uma saúde para
todos os cidadãos.
Tudo isto está escrito e é posto em prática pelos
seguidores partidários, que
querem manter a dignidade dos seus partidos, elevando
o nível de vida dos cidadãos e,
assim, o seu bem-estar.
Quiseram e foram construindo os sucessivos governos,
um por um, na medida
dos seus sonhos para os yankees (alcunha inicialmente
pejorativa e que deixou de o ser),
um futuro sempre mais risonho para o país. Uns
governantes ‘puxaram’ pela economia,
outros dedicaram mais os seus esforços ao povo,
promovendo a educação e a saúde para
todos.
Mas…
– quando surge um governante que destrói os valores
construídos ao longo de
muitos e muitos anos, pelos anteriores governos e por
governos de outros países;
– quando surge um governante que destrói acordos
firmados pelo seu povo com
outros que os fizeram de boa fé, desonrando a palavra
dada;
– quando surge um governante que, não dando
incentivos, no seu país, à
produtividade e “vive” de “roubar” o trabalho de
outros povos, nas suas margens de
lucro nas produções, arvorando-se no direito de um
usurário;
– quando surge um governante que ultrapassa o Estado
de Direito Internacional
e age pela força, por forma a destruir valores de
outros países, sem entrar na mesa das
negociações sequer com os seus aliados…
… esse governante está a actuar com sangue inocente
nas mãos!...
Assim vemos Israel, a Rússia, a América… Governantes
autorizados (pelo povo
que os elegeu?) a destruir os valores mundiais.
Great again? Não! Só se é grande como povo, quando se
honram os valores e
os compromissos assumidos e se olha para os nossos
vizinhos, no mundo, como iguais!
VM
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