sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 

CARTA ABERTA AOS YANKEES

(QUE NUNCA LÊEM NADA)


 

A ideologia-base da facção republicana nos EUA é focalizada na manutenção de

valores sociais, num mercado que se autorregula pela intervenção da lei da oferta e da

procura, apoiando a livre iniciativa, com redução da burocracia. Defende, por isso, a

intervenção governamental numa economia, mínima, com gastos reduzidos, uma

diminuição nos impostos e o apoio dos valores tradicionais, dando preponderância à

liberdade e à responsabilidade individual.

Em questões de cultura, é apoiada com uma boa participação estatal, mas sempre

com o travão financeiro, por forma a não sobrecarregar E estado com muitos programas

sociais.

Em questões de segurança nacional, como se sabe, levam-na à “letra” e, como se

observa agora, de uma forma exageradamente exibicionista, mostrando uma força que

ultrapassa leis e acordos internacionais, desonrando a palavra dada, em vários acordos.

A ideologia democrata está mais consentânea com uma perspectiva progressista

no sentido de uma esquerda política: defende maior interferência estatal na economia e

nos processos dos movimentos sociais, por exemplo, o anti racismo.

Usa-se a designação ‘liberal’(do inglês) para definir a sua ideologia, que não é,

no entanto, liberal no sentido do liberalismo clássico britânico, mas sim no sentido da

esquerda progressista, inclinada a políticas de acções concretas, de assistencialismo

social.

Assim, o Partido Democrata adoptou um caminho mais progressista, dirigido à

classe operária e às políticas assistencialistas e trabalhistas. Esta foi a ideia, após a

Grande Depressão (1929-1933), do presidente Roosevelt. A sua ideologia é apologista

da existência de um salário mínimo e de os impostos serem mais altos para quem tem

rendimentos mais elevados, tornando-se solidário com um estado social. Defende-se

uma regulamentação necessária sobre o consumo, para que exista protecção aos

consumidores. Preconiza também, a ideologia democrata, o direito a uma saúde para

todos os cidadãos.

Tudo isto está escrito e é posto em prática pelos seguidores partidários, que

querem manter a dignidade dos seus partidos, elevando o nível de vida dos cidadãos e,

assim, o seu bem-estar.

 

Quiseram e foram construindo os sucessivos governos, um por um, na medida

dos seus sonhos para os yankees (alcunha inicialmente pejorativa e que deixou de o ser),

um futuro sempre mais risonho para o país. Uns governantes ‘puxaram’ pela economia,

outros dedicaram mais os seus esforços ao povo, promovendo a educação e a saúde para

todos.

Mas…

– quando surge um governante que destrói os valores construídos ao longo de

muitos e muitos anos, pelos anteriores governos e por governos de outros países;

– quando surge um governante que destrói acordos firmados pelo seu povo com

outros que os fizeram de boa fé, desonrando a palavra dada;

– quando surge um governante que, não dando incentivos, no seu país, à

produtividade e “vive” de “roubar” o trabalho de outros povos, nas suas margens de

lucro nas produções, arvorando-se no direito de um usurário;

– quando surge um governante que ultrapassa o Estado de Direito Internacional

e age pela força, por forma a destruir valores de outros países, sem entrar na mesa das

negociações sequer com os seus aliados…

… esse governante está a actuar com sangue inocente nas mãos!...

Assim vemos Israel, a Rússia, a América… Governantes autorizados (pelo povo

que os elegeu?) a destruir os valores mundiais.

Great again? Não! Só se é grande como povo, quando se honram os valores e

os compromissos assumidos e se olha para os nossos vizinhos, no mundo, como iguais!

 

VM


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