SER…
CONSTITUCIONAL…
Governar
um país? Por que processo? Reside na forma como se administra o estado e como
se exerce o poder, tomando a origem do poder do presidente: na república, por
eleição, por herança, na monarquia.
O
conceito de “res publica”, do latim, “coisa pública”, levou alguns povos a não
pretenderem mais a sucessão, como condução da administração pública, e nas
monarquias absolutistas, o pleno direito de organizar o país simultaneamente
com o exercício do poder, mas sim, à implantação de um regime republicano, eleição
pelo povo, como o nosso.
Algumas
monarquias modernas, passaram ao sistema constitucionalista. O rei acaba por
ter um valor simbólico, representando, como o presidente da república em regime
semipresidencialista, o país.
Numa monarquia
absolutista, o monarca concentra todos os poderes do Estado, enquanto numa monarquia constitucional, o rei
reina, mas não governa, pois há uma constituição que lhe limita os poderes e um
parlamento que assume decisões políticas. É o caso do Reino Unido, Espanha,
Japão, Canadá, Austrália.
Numa república presidencialista, o presidente
acumula as funções de chefe de Estado e chefe de governo e o poder Executivo é
independente do poder Legislativo. Países como Brasil, EUA, Argentina, México,
Chile, Uruguai e Colômbia possuem esse tipo de governo.
Numa república parlamentarista, o chefe de
Estado é o presidente, mas com funções mais simbólicas. O chefe do governo é o
primeiro-ministro, escolhido pelo Parlamento e responsável por conduzir as
políticas do país. São exemplos a Alemanha, Itália, Índia e Grécia.
República semipresidencialista: o país tem
um presidente, eleito pelo povo, com funções políticas e diplomáticas, e um
primeiro-ministro que é eleito pelo povo, mas com indicação do Parlamento, este
“vigia” o governo na sua acção governativa.
No interior de cada regime, cabe aos
cidadãos, zelarem e estarem atentos
ao processo governativo e ao procedimento legislativo. Nada pior para um
cidadão, que “chorar sobre o leite derramado”, ou, assumindo uma atitude de
reparação, como exemplo, em eleições, ter depois uma postura de guardador das
“trancas que colocou na porta, por ter sido a casa roubada” e acabar por
cometer outros erros… mais graves até…
Num regime monárquico,
parlamentarista, o rei é, além de outros valores, o “detentor” da identidade do
povo que lhe foi transmitida e que cultiva. Num
regime republicano, presidencialista, semipresidencialista, ou outro, a
identidade do povo não é “incorporada” no, e pelo presidente. Um cargo de 5
anos não lhe dá essa “responsabilidade”, nem os presidentes a assumem. É
somente referida em discursos, como facto histórico, mas brandida como “lei”
pêlos populistas.
No regime republicano, o presidente
pode dar origem a uma ”perversão” por possuir uma magistratura de influência, ao
provir de um partido, enquanto que na monarquia o rei é completamente apartidário,
pois tem o conceito de país e a sua governação, como um todo, independente das
ideias partidárias.
Estamos com um país a confinar-se em
Lisboa e no Porto, restando ao resto do país o deserto físico, social, politico,
porque a “quantidade de votos” em eleições, não justifica intervenções em
qualquer área. Atrevem-se ideias nos populistas que as gritam aos quatro ventos
dizendo: agora é que é, vamos dar dinheiro a esmo às populações porque este
país é só corrupção… que ouvimos nós… Entretanto dado o “interesse” da
governação só em Lisboa e Porto, não seria interessante entregar ao senhor
Trump o país, dado que ele anda “às compras”, ficando Lisboa e Porto para nós,
mas com o estatuto de Protectorado?
Dá que pensar este governar o país,
e em que termos… Porque é que não criamos uma universidade para preparar
governantes como se processa nos sucessores dos tronos?
VM
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