terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Este texto não é produzido por

nenhum sistema de IA. Foi elaborado

com base no humano pensamento,

 e conhecimentos do autor.

 

            Vejo debates transmitidos a partir do Palácio de São Bento, e claro, ouço o que se diz. Também possuo um relato escrito de quando se dizia:

            - “Vª Exª excedeu-se na sua explanação e posicionamento, verificou-se claramente, que o plausível acto, decidido pelo seu governo, na ordem dada ao ministro das finanças, que alude, afinal, não é um meritório aplauso, trata-se sim, de uma mansa quietude, interprete actuação, porque ambos, são provenientes das estufas  dos políticos que são escravos dos desígnios titulados pelo chefe do governo de Vossa Excelência.”

            Vejo, ouço, o que se passou a dizer na mesma casa, nestes tempos “modernos”:

            - O senhor… oiça… não me interrompa… oiça bem o que lhe digo… Senhor presidente, assim não é possível responder ao deputado… espero que o senhor presidente tenha em conta o tempo destas interrupções e compense o tempo que tenho disponível… ó senhor deputado, não está ao corrente… pois é isso… o senhor não sabe mesmo nada, o que afirmou é pura mentira. O senhor vem para aqui mentir… traz a letra toda, mas a música que quer dar, não serve para ninguém dançar. Não sei ainda o que o senhor faz nessa bancada. Estude primeiro, não venha desinformar… oiça, não adianta atropelar as pessoas gritando mais alto… assim não conseguimos dialogar… senhor presidente, assim não é possível ter um diálogo correcto…

            - Senhores deputados, por favor, um pouco de decoro linguístico, mais ética por favor. O local onde os senhores estão, não é um Clube Recreativo. Por favor, contensão.

            Na democracia representativa, escolhemos os nossos representantes para decidirem e darem soluções aos nossos problemas; escolhidos em três ocasiões fundamentais, como sabemos: Eleições de um presidente para o país, caso presente, eleições de deputados para legislarem sobre: organização do funcionamento do país, que sejam soluções para os problemas pontuais criadas pelas leis aprovadas, criarem legislação para que o país progrida: económica e financeiramente, socialmente, de modo a que todos os cidadãos tenham um nível de bem-estar, igual ou sempre perto disso, entre todos. Para que isso aconteça, e seja aplicada nos vários locais, onde existe população, elegemos pessoas entre os cidadãos, para dirigirem as cidades, as vilas, as aldeias, os lugares, criámos então, as eleições autárquicas.

            Na casa onde o povo tem os seus representantes, a democracia que se deseja, devia estar assente em princípios onde tem que estar presente a realidade das coisas, do dia-a-dia dos cidadãos, e a das ideias concretizáveis para levar o “sonho” de uma sociedade mais rica e mais igual entre todos, num movimento contínuo. Para que esta, digamos, “metafísica”, se realize e desenvolva, na casa onde se trata a democracia, o poder que lá se pretende, não pode estar baseado nos caprichos, ou “demandas que são dadas” a alguns “senhores com assento na casa”, sim, em princípios, fundamentos, que os superem nos seus ditames e explique a todos, a necessidade de retirar ou transformar esses indivíduos, não no que gostam de ser e até nos dizem serem a fonte da verdade, mas sim no canal fundamental ao transporte do que é verdadeiro e necessário ao povo, o que lhe é devido para a sua existência digna, no espaço e tempo acordado entre todos os que foram eleitos.

            Não devemos ter em conta o “sonho” que os eleitos possuem, porque ele não foi divulgado ao povo, por nenhum dos que se propuseram aos cargos. É que esse “sonho”, nunca tem em conta a realidade do nosso necessário. É um sonho pessoal que tem como pretensão transforma-lo em realidade, para que o seu detentor leve a cabo os seus projectos pessoais, ou de outrém. E para os demais? Nunca vimos ou soubemos, de alguém que se digne a estar com atenção à realização dos sonhos dos demais, quanto muito, e por amabilidade, “ouve, em sonolência”, a necessidade de realização dos “sonhos” dos outros.

            Os representantes, os nossos, os do povo, dizem-nos que nos amam que só estão na politica porque nos querem servir, porque combaterão por nós sempre que necessário. O que notámos até agora, nós povo? Que somos simplesmente um meio para que o “sonho” dos que nos amam, se concretize.   Em abono da verdade, interessam-nos outros interventores políticos, com ideias mais consentâneas com os tempos actuais, dentro do quadrante clássico, os que sempre, debaixo da democracia por eles assegurada, levaram o país para o desenvolvimento, sem aventuras cujo respaldo está na incompetência, navegando à vista sem soluções, sim, pasto de poderes instalados que estão a espreitar estas lacunas para lançarem as suas pretensões sobre os imaturos sociopolíticos eleitos.

            Será que os políticos arregimentados no Palácio de São Bento, para estas eleições presidenciais, lançaram candidatos próprios, quanto a nós, sem terem em conta o interesse do povo, para que, alguém, (sou eu a pensar) que por acaso venha fora dos partidos, não “penetre” no “estabelecido tácito político? A dispersão de votos interessa a quem? Se atendermos a que o povo seja “seguidista partidário” e… Servem quem, essas votações? Esta atitude corporativa, vai dispersar votos para que o candidato, extrapartidário, não entre? Era o cúmulo desse monopólio corporativo partidário! Bom, também era um “abre olhos” para o povo que quer democracia limpa... Seria? Mas, será que todos os candidatos possuem o perfil necessário, sim, necessário, aos tempos imediatos que se nos afiguram pela frente? Vamos pensar nisto? Ou vamos ouvir aquele influenciador que nos diz que o melhor insecticida é o que mata insectos voadores… nunca refere que não mata os “rastejantes”?

VM

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