segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 

 

“GLOSA SEM MÉTRICA” SOBRE UM POEMA

 

Ao atravessar o portão,

o bulício ficou para trás. Tinha pensado sair e ir à loja de venda dos chocolates. Uns colegas advertiram-no que a Contínua podia vê-lo e levava-o ao Conselho Directivo. Tinha decidido, estava decidido! Chegou cá fora a correr e…

travou logo de repente,

estava ali na sua frente, na estrada, o que o iria fazer ir de um passeio ao outro, areia, e da fixe,

deslizou no alcatrão,

ainda teve que se baixar, quase de cócoras porque se desequilibrou e lá iam os seus dotes por água abaixo, e com os colegas a vê-lo de dentro do recreio, a “patinar” assim, desequilibrado ou a cair? Iriam rir, mas não aconteceu nada disso porque conseguiu fazer uma pose de patinador profissional e até

qual patinador, sorridente.

A rua era muito frequentada, quer por pessoas que moravam nas imediações, por alunos da escola e muito trânsito automóvel…

Ouviu um apito conhecido.

Olhou de soslaio, parecia-lhe o apito do carro do seu pai. Mas como continuava a deslizar focou-se no trajecto, claro, não era um local próprio para uma “brincadeira” deste tipo, foi chamado à atenção…

Era um carro que passava.

Estava quase o trajecto cumprido, na sua cabeça, em segurança e já a pensar no sabor que ia escolher. Mas todos, lá dentro, estão a ver a classe do seu deslizar, não são todos que conseguem esta proeza, nem nos concursos se desliza assim, até porque…

E no deslizar, parecido

Sim, sim, desafiava quem quer que fosse dos colegas a dar uma ideia semelhante, parecia estar a deslisar, parecido mesmo…

com o dos patins, atravessava

pois era, atravessava a rua de lado a lado, passeio a passeio…

bem ligeiro, sobre a areia

as chuvas deram jeito e trouxeram muita areia para a estrada, afinal nem tudo é mau, lá estava ela, a bendita areia…

que cobria o alcatrão,

é que era mesmo de lado a lado, a areia, e ainda bem que ninguém a tirou de lá porque assim, conseguiu ir ao outro lado, e com o pensamento já formado quando pensou naqueles cabazes cheios de “chupas”, só tinha que atravessar…

a rua que o medeia

… já parou! Sem percalço. Os colegas do outro lado a verem a sua chegada, como não caiu, nem foi atropelado, perdeu a graça… ninguém ligou mais ao assunto, nem quiseram saber se a Contínua o levaria ao CD. Ele já estava no sítio que queria, tinha partido de…

entre a escola e o cabaz

… e o sabor, qual seria o chupa preferido no momento, a escolher, sim, qual seria o cabaz…

dos “chupas” que, enfim, são,

as delicias de um rapaz!

 

 

VM

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