A
melhor cabidela de galo do “planeta”
Nem todos gostam. Nem todos a sabem fazer e ainda nem
todos conseguem finalizar uma iguaria como esta. Também nem todos se dão ao
trabalho de se deslocarem, ao “sítio”, para a apreciar. Bom, não se consegue
muitas vezes uma excelente companhia para celebrar um acto gastronómico. Nem
todos compartilham a iguaria com quem a fez. Pois é. Na simplicidade, um hino
ao paladar foi entoado. Reparemos na cor
do dito manjar…
Trata-se de uma cabidela? É, sim senhor! De galo. Foi, um
certo dia, em Santana da Serra, Ourique, mais exactamente em Rio Torto, Monte
da Ribeira. Aconteceu no restaurante do senhor João. Homem já “ido”, mas com um
espírito jovem invulgar.
A
mesa da esplanada...
Pois tudo correu de acordo com as previsões do mestre cozinheiro, de seu nome, Joaquim. Este era sempre convidado para confeccionar “pratos especiais”, nos mais variados locais. Porquê? Bom, quem comeu as iguarias confeccionadas por ele é que sabe… e lembra. Já não o largava mais. Aí está ele ao centro na foto a seguir:
O bom humor do Senhor Joaquim estava sempre a funcionar.
Basta verificar o riso aberto do casal que o ladeia. A Amélia e o João.
Mais foram os convivas…
Esta
confecção tem que ser lembrada. Não porque se lhes prometeu. Simplesmente
lembrar que existem pratos cujas confecções nunca vão ser esquecidas...
No final, com todos a sorrirem,
do manjar, o abençoado melão apareceu, com
origem, ali bem perto,de Ourique…
Valeu por tudo. As pessoas deste país sabem que dentro
deste rectângulo, existem “coisas” que nenhum país tem para nos dar. Pois a nossa
viagem ao Monte da Ribeira, foi do melhor que a gastronomia nos reservou. Não
conheço o meu país como devia. Só quando o conhecer, é que sairei com interesse
em conhecer outros lugares, mas sem guias, sem horas marcadas, sem hotéis
marcados. Faço sempre o mesmo por cá. Simplesmente vou, apareço e desfruto de
inéditos, quer na arquitectura, cultura social, gastronómica… estudo e visito
tudo o que os lugares têm para oferecer. Ah, gosto mesmo do meu país.
VM
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