CARTA AO CID
ADÃO
Hoje estou a ter com o meu amigo uma confidência, escreveram-me em mensagem, no blogue entardecidos.blogspot.com com uma interrogação: "Onde escreve, os seus textos que também estão no seu blogue, têm visualizações em três e quatro dias de 400, 500. No seu "site", são poucas..." Pois é... é que este blogue parece ser só para os meus amigos e que, nos dias em que lhes dá na "bolha" vão ler o que escrevo, até porque as redes sociais são para que as pessoas escrevam, não são para que leiam... É assim...
Enfim meu caro Cid Adão, depois de dizer e escrever só verdades,
hoje apetece-me escrever só mentiras, até de forma descarada, para que o meu
amigo se assombre. Começo então por lhe dizer que se fomos inventados por Deus
é porque o macaco o desiludiu mesmo muito a sério.
Não é que conseguimos provar que neste planeta somos uma
espécie muito complexa, capaz de fazer desistir quem se dedique a estudar-nos?
Como portugueses, gostamos de ligar os complicadores, e aqui para nós, arranjámos
maneira de nos dividirmos em esquerda e direita. E agora, tome nota, para que
não tornemos muito complicado o estudo que eventualmente nos fizerem neste
campo, inventámos os centros. O centro esquerda e o centro direita. O que inventamos.
Somos pródigos. A quantidade de ideias que planeamos quando somos de
esquerda... Para que o estudo que nos façam neste campo, passe agora, a uma
situação de complexidade, logo pouco compreendido pelo vulgo, que diabo Cid
Adão, somos intelectuais, usámos ideias lógicas, sustentadas, e passámo-las
para quem está p´ra lá, na direita, poder adoptá-las e a partir deste ponto torná-las
objecto de estudo... ah, e as considere, nessa direita, como própria criação...
Inventámos tudo que é torneio de diversão, como o “tiro
ao”... ou ao “denegrir o/a”... Neste momento estamos em plena sessão de “tiro
ao PS”. Grande campeonato. Notamos que a fidelidade convicta dos que sempre
beneficiaram com o PS, deixa muito a desejar. É sempre assim. Ninguém está com
ninguém. A verdade se diga, é que a fidelidade só se faz notar nos equipamentos
de som.
Precisamos com urgência de um futurologista. É claro que um
vidente, que nos informe o futuro, seria muito bom, mas... esta arte é
dificílima, fundamentalmente no que respeita a predizer o futuro não preparado.
Por agora o que nos aparece nas montras, ou nos catálogos é: “Agora fizemos,
agora fazemos, nunca fizeram, nós fazemos”. Não é que tudo o que aconteceu até
agora foi… nada, e só agora é que os génios apareceram?
Decretaram-nos rendas a pagar, por exemplo, a quem promove
projectos de energia, sejam eólicos, sejam fotovoltaicos, e, para que não
ganhem só o normal que devia ser, face ao investimento, paga-se-lhes uma taxa
de: “Perspectivas de Lucro”, como se pode observar nas nossas contas da
energia… mais uma canga para quase todos os portugueses. Esta “rapaziada” vai
superando os dermatologistas... estes últimos só nos tiram a pele...
É muito difícil viver neste continuado e bem armadilhado contexto.
Criaram os políticos uma situação tão grave no país, que a nossa dignidade só
será reposta daqui a alguns? Anos? Vamos ter a confiança de que o sistema
parasitário que se agarrou ao país, desapareça, refiro os políticos que
continuam a entrar nas nossas “vidas” por favoritismo partidário, ou lugar na
fila e que até legislam quando entram na “máquina”, veja-se... bom, se fosse
por mérito não passavam da “porta”!
Vamos ter que trabalhar muitas horas mais e muito melhor ao
que parece. Dez, doze... dormir cinco, seis, sete? Ah, aproveito para alertar
alguns de nós... se formos até aí, para que não as misturem com as do trabalho.
Nunca usei a frase de que o tal, ou o outro, estará a dar
voltas no caixão com este estado de coisas. Não partilho dessa ideia. Aliás, o
único ser que dá voltas depois de morto é o frango ao ser assado.
Meu caro Cid Adão, desfrute o dia, antes que um qualquer
imbecil lho estrague.
Vou acabar esta pequena conversa mentirosa consigo, mas...
não sem antes lhe dizer:
“Ao conseguirmos a
democracia, começámos com um “primeiro gesto” e desapareceu a fome latente, fizemos
outro e quase desapareceu a injustiça, fizemos um terceiro e desapareceram as nossas
intolerâncias. Um “génio”, travestido de político, pode aparecer, fazer um
gesto, e conseguir acabar com a democracia”.
Um abraço.
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