“IA, MEU”
… “e então com a IA, a humanidade vai ter
mais tempo para interagir consigo, dar a conhecer emoções manifestando-as em
conjunto, em suma, humanizando-se muito mais, regressando às suas origens, onde
as emoções eram e pretende-se que o sejam, o sustentáculo das pessoas, de toda
a humanidade.” …
A
sociedade avançou sempre numa base capitalista ao longo dos tempos. Iniciativa
de alguns ao criarem empresas, a exploração da mão de obra tornando-a o mais
barata possível. Foi assim este o ponto marcante na revolução industrial, onde
tudo começou a ser mecanizado. Na Revolução Industrial, começada na
Grã-Bretanha, podemos assim dizer, as pessoas saíram dos ambientes rurais, onde
praticavam agricultura, a maior parte de subsistência, e começaram a ir para as
cidades que se industrializavam. Alojamento para tantos? Formaram-se nos
arredores, “aldeamentos” miseráveis, sem saneamento… sem o mínimo de condições.
Este princípio é ainda o mesmo nos países ditos evoluídos (não pretendo falar
do nosso), porque não se cuida, procedimento igual, ao tempo, ( e no tempo) do
bem-estar de um grande sector da população mundial.
As
revoluções que implicam alteração ao fabrico de bens para a sociedade, que
tornem esses bens mais baratos, fá-lo-ão sempre à custa do “bem-estar social”
de todos que têm um sistema normalizado de vencimentos/produtividade,
estabilizado. A IA é um Frankenstein, sem controlo e sem memória (não lha
permitem ter, é nova).
Com a IA a
exclusão digital, por exemplo, nos postos do estado no atendimento à população,
tornou-se um facto real, pela desumanização do atendimento burocrático, afasta
as pessoas mais vulneráveis (pelo não conhecimento digital, envelhecimento e
desconhecimento da língua nativa) dos serviços que mais precisam. Qual o idoso que
se “entende” com uma “Chatbots” ou com os portais automáticos que ainda por
cima, pasme-se, não permitem aos funcionários do próprio serviço, resolverem os
problemas de quem necessita deles resolvidos. O que era racional deixou de o
ser.
Quem formulou
este tipo de atendimento “esqueceu” os utentes e entrou num “jogo” onde o
utilizador, que devia “ganhar”, nunca ganha. Foi aumentada a desigualdade entre
as populações e já em idades mais precoces; é que os génios saídos das
faculdades, ou até de alguns instalados no mercado, trazem, ou formulam outras
ideias para “poupar dinheiro ao estado”, mas claramente apoiados/sugeridos pelas
ideias dos políticos, verdadeiros “génios sociais”: “Só com estes equipamentos, é que se poupa ao estado”… é, momentaneamente,
mas acabam por o fazer gastar, milhares de vezes mais, nos problemas criados,
em sofrimento, a seguir a estas ideias geniais, que são apoiadas pela IA. A IA
não tem culpa. Quem formula desta forma, é que não é competente, nem está no
sitio certo, ao aumentar a desigualdade social.
O
Regulamento da Inteligência Artificial (AIR) tem que ser rigorosamente cumprido
e constantemente rectificado para que não se provoque o “caos” social. A
Agência para a Modernização Administrativa (AMA) deve, sempre, ao implementar as regras, estar atenta a qualquer
desvio da aplicação da IA em qualquer sector público, para que nunca se crie
uma simples desigualdade social. Isso não pode existir, daí a competência dos funcionários
nesses cargos (digo e repito, funcionários, não são donos de nada, são
funcionários ao serviço de todos) deve ser escrupulosamente vista, e com paga
correspondente, aquando da contratação para esses postos.
A IA já colocada a
intervir na sociedade, leva a desigualdades económicas, a deslocamento dos
trabalhadores, corridas a armamento, diminuição de empatia, das ligações
humanas, desinformação com perigos eminentes da integridade da informação e
também o perigo de desmantelamento do tecido social. Não é conversa de “velhos
do Restelo”! Assim sendo, se não existir uma forte e competente supervisão
humana, estaremos a mergulhar em consequências imprevisíveis, mas que podemos
dar já como visíveis… as intervenções actuais em: Gaza, Líbano, Ucrânia, Irão…
Podemos dizer que ao longo da história da humanidade sempre existiram loucos
como os que protagonizam estes momentos, mas, dada a não intervenção dos não
implicados, assobiando para o lado, não terá sido uma “equação” colocada à IA,
para que informasse algoritmos precisos, na altura, sobre o mundo e suas
respostas no imediato?
Instruções:
A-
Invadir território
IMPUT
a-
Preparar equipamento bélico
b-
Verificar movimento no território a
ocupar
c-
Verificar possível reacção do resto do
mundo
d-
Atacar de surpresa
e-
Anular reacção do inimigo
PROCESSAMENTO
OUTPUT
B-
Reacção inimiga
b- Armar retaguarda
c- Sem preocupação porque territórios
adjacentes ao invadido não estão preparados para a actuação invasiva, logo sem
resposta alguma por ninguém durante todo o período da invasão
c- Avançar até à aniquilação total
porque os territórios adjacentes jamais irão intervir
Esta
“brincadeira” do algoritmo criado, complexo no processamento dos dados sustentando-se
no conhecimento da base de dados da IA, e o que se lhe “mete” para análise, até
é muito parecido com o que se está a viver. Isto é ficcionado, mas… não é que é
verdade no ponto (c) do OUTPUT? Fizemos a pergunta com mais “nuances” é claro,
umas duas dezenas, e o “diabo da IA, foi o que nos respondeu… perante a nossa “pergunta”…
Sim senhor… “iá minha”…
Imaginem
isto na Função Pública e nas empresas? O que se vai ter de pagar de desemprego
para que os “tais “de accionistas” lucrem?
VM
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