segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

A CULPA É DO FAZEDOR DE TAMBORES

 

 

            Tenho uma ojeriza a este tipo de situações. Os combustíveis são uma fonte de receita que dá a entender, pelo procedimento do governo, não existir mais nenhuma fonte de receita, ou até outras situações em que não se “consegue” rendibilizar os dinheiros arrecadados pelo estado.

            A informação que está disponível é que a gasolina, por cada 1000 litros tem um ISP (Imposto Sobre Produtos Petrolíferos) de 470,53 € onde se acrescenta o IVA de 23%, dando um final de 578,7519 €. No gasóleo, por 1000 litros, a taxa de ISP é de 311,63€, acresce 23% de IVA, temos um final para o estado, 383,3049 €. Tal como na gasolina, o imposto ronda os 50%.

            Usando ideologia partidária para a continuação da crónica, e o “pensamento de uma parte do governo, uma em a) a outra em b)”:

A)   “… Os transportadores, distribuidores de produtos, têm mais que margens de lucros suficientes e podem pagar esta alta de preços dos combustíveis…”

B)    “… Qual é a empresa que pode comportar esta alta de preços, sem fechar e lançar para o desemprego muitos colaboradores, sem ser com a ajuda do estado?”.

O procedimento que a seguir fizemos (agitando os cérebros) foi para, exemplo, a gasolina. Considerando o imposto em cerca de 50% (claro que são contabilizações feitas de modo grosseiro/linear), a gasolina à data desta informação, deveria custar 1,15€ por litro, seja:

                        578,7519 € X 2  (50%) = 1157,51838 €

                        1157,51838:1000 (litros) = 1,1575…. € o litro

O estado deve retirar o imposto que arrecada de modo a colocar o preço dos combustíveis ao nível, no mínimo, no inicio do conflito. Temos que ser “bons alunos” e respeitar assim, o povo. O nosso país não vai conseguir sair deste atoleiro, sim afundar-se, se não for imediatamente feito neste sentido uma reformulação de preços. Primeiro está a economia do país. Bruxelas não vai querer que as populações dos estados membros passem problemas graves e até encerramento de empresas fundamentais à economia dos países. Era uma insanidade política. Têm os estados membros que concertar estas políticas de modo rápido, os povos respectivos nem sequer por esmola devem receber aquilo que lhes cabe por justiça. A união europeia nasceu para criar o bem-estar dos estados membros. Decidam com competência e coloquem o “dedo no nariz” a extracomunitários que só nos querem destruir de forma dissimulada.

Dada esta falta de decisões e estes “refluxos” políticos… já comecei a tomar camomila em infusão… tal é a azia… política.

 

VM

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