SEMPRE
TIRO AO…
Se
fomos inventados por Deus é porque o macaco o desiludiu mesmo a sério.
Temos
provas de conseguirmos, neste planeta, ser uma espécie altamente complexa, de
tal maneira que, quem se dedique a estudar-nos, acaba por “desistir”. Como portugueses
ligados sempre aos complicadores, dividimo-nos em esquerda e direita. Para que
não seja só complicado o estudo que nos fizerem neste campo, inventámos os
centros. O centro esquerda e o centro direita. Inventamos ideias. E o que
inventamos de ideias quando somos de esquerda? Para que o estudo que nos façam
neste campo, continue em maré de complicação, logo não compreendido mesmo,
usámos essas ideias e passámo-las para quem diz ou é de direita poder subverter,
reverter, reescrever, assumindo-as de forma a que a partir daqui estas “novas”,
sejam estudadas e consideradas inovação de acordo com os “tempos que correm”.
Inventámos
tudo que é torneio da verdade, como o “tiro ao”... ou ao “denegrir o/a”...
Neste momento estamos em pleno “Tiro ao PS” por parte de um partido que segue a
linha dos partidos de extrema direita europeus, e não só. A destruição e o
denegrir os partidos humanistas é uma táctica fascista, velha conhecida, mas
eficaz, sempre, sobre os mais distraídos ou irresponsáveis. É um grande
campeonato. É sempre assim. Acabamos por ver que quem devia estar
conscientemente atento, não está com ninguém. Ser fiel ao humanismo… a
fidelidade só se faz notar nos equipamentos de som.
Precisávamos
de um futurologista. É claro que um vidente, que nos informe o futuro, seria
muito bom, mas... esta arte é dificílima fundamentalmente no que respeita a
predizer o futuro...
Nada
tínhamos preparado para qualquer catástrofe, somos sempre, mas sempre,
optimistas sem respaldo para esse optimismo. Quando cai o “Carmo e a Trindade”,
o respaldo do estado está nas actuações da máquina fiscal sobre quase todos nós.
Esta máquina supera os dermatologistas... estes últimos só nos tiram a pele.
É
muito difícil viver permanentemente neste contexto. Criaram os políticos uma
situação tão sistematicamente grave no país, que a nossa dignidade só será
reposta daqui a muitos anos. Vamos ter confiança nisso? Distraídos como somos?
No nosso sistema, (círculos plurinominais) os políticos entram no governo por favoritismo
do eleito ou do partido maioritário. Se fosse por mérito (círculos
uninominais), não passavam da “porta”!
Deixemos
os lamentos. Vamos ter que trabalhar muitas horas mais e muito melhor. Dez,
doze... Dormir cinco, seis? Se assim formos por essa via, aproveito para
alertar alguns de nós... para que não as misturem com as do trabalho.
Nunca usei a frase de que o tal ou o
outro, estará a dar voltas no caixão com este estado de coisas. Não partilho
dessa ideia. Aliás, o único ser que dá voltas depois de morto é o frango a
assar.
Meu caro leitor, desfrute o dia,
antes que um qualquer imbecil lho estrague.
Vou acabar esta pequena conversa
consigo, mas... não sem antes lembrar uma frase dos nossos actores preferidos,
Woody Allen:
“O mágico fez um gesto e
desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e
desapareceram as guerras. O político fez um gesto… e desapareceu o mágico.”
VM
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