quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

 

ISTO DE IR ÀS COMPRAS... TEM QUE SE LHE DIGA.



Por muito que pensasse porquê, mas a história foi de um aziar que só o Remidor sabe. Nem as convalárias nascidas a esmo, pelas bermas da estrada, me alegravam…

Senti que não estava nos meus dias… não era de facto um dia inerrante para mim. O que aconteceu? Eu explico:

Trazia uns envoltórios de asas na mão, de repente um deles aluiu. Apesar do peso, de todos, no seu conjunto, não tive problemas em me baixar repentinamente para apanhar o mais pesado, afinal o que tinha derribado. Armei em mancebo e… ouvi um ruidar que me deixou no mesmo sitio… de cócoras… nada de subitâneo me ocasionou. Mas que algo se derruiu ou estrinchou, isso foi. O alarido não foi grande, mas deu para apreender.

Não fosse um transferir de algum osso… longe disso… “Que o diabo seja surdo, mudo e paraplégico”… Ergui-me devagar não fosse o resmungo começar de novo…

Sou intemente, mas agora lembrei-me de “O” solicitar… O Remidor virá em meu auxilio com certeza… Rendidura, não tinha… que demo seria? Fazendo um remurejo tão estranho… É claro que não me interessava estar para ali a sezoar. Fiquei novamente de pé. Por estranho que pareça não senti nada de anormal ou estranho… era o caso um pouco anfigúrico. Um pau-d’água a passar, olhou para mim numa perplexidade que só visto. Claro que noventa por cento dele era álcool. Mas que deve ter achado alguma coisa estranha, isso foi!

Comecei a andar, calmo, apesar do haltere. Nada se me fez mais, mas algo se passava porque quem por mim cruzava… deitava uma olhadeira que era de observar. Pensei, deve ser um dos pacotes que devia estar lanhado. Tudo bem, se caísse alguma coisa, logo se veria. Andei mais uns bons cem metros até casa. Nada de novo então, em relação ao caso, entretanto, estranho para mim, na espionagem que me iam fazendo.

Abri a porta de casa e entrei. Fui directo ao local onde se pratica a gastrologia. Pousei tudo, a mulher olha para mim e diz:

A esfinge é micante, mas escusava de ser tão explicita!”

Franzi o sobrolho e fui ver ao espelho o que seria o ferrete. Bom, o que vi deixou-me em agonia. Há dias assim.

O ruido deveu-se a uma declaração de liberdade das linhas para com o tecido do cós e… pasme-se, as “testemunhas” estavam livremente a olhar a calçada do passeio, isto, até casa. Mas que diabo, de uma coisa eu tinha a certeza, não tinha nenhuma rendidura!



VM



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