O
BUFARINHEIRO
Comecei
a analisar a sua mala, claro, o que nela traz. “Bugigangas e quinquilharias de
ideias” e pequenos “objectos” que os usa como raciocínios ilógicos, mas que vão
muito bem com o tom da “pele” de um populista. Quando decidi pela análise da
sua “mala”, pensei que tinha pela frente uma operação difícil. Não, afinal não
o foi. O que é obvio, nunca é complicado. Eu é que estava a ligar os
complicadores da análise, parecia-me que iria ser um caso de estudo…
Ouvimo-lo falar, alto e bom
som: “Que se lixem as eleições!”, a seguir aos resultados catastróficos
provocados pela depressão Kristin, no país. Acumulou algumas “telhas” para
entregar a… quem?
Acusou
o governo e o presidente da Republica por: um, não actuou a tempo para garantir
os meios materiais e logísticos para uma reconstrução imediata, e o outro não
apareceu em lado nenhum. Justificou o seu dizer, baseado na actuação das
autoridades do país que não compareceram em lado nenhum para ajudar o povo
prejudicado pela depressão.
E
agora? Sobre o caso? Mantém a pressão para a agilização dos processos com a
finalidade de resolver os problemas causados pela depressão? Sim. Soluções?
Dar, e dar, e voltar a dar dinheiro… É interessante analisar estes “tiques”
políticos. Calcule-se que, se o tivéssemos premiado de modo a ter ganho estas últimas
eleições, tínhamos todos neste país, “vinho canalisado”. “Branco” de um lado, “tinto”
do outro. O que perdemos, benza-nos Deus. Não aprendemos…
A
formação na escola era importante, deixamos campear a incivilidade social e
politica. Claro, essa formação tem que ser dada na escola. A educação? Essa é
de casa, de “berço”. O bufarinheiro proporcionou-se a uma exibição sem
precedentes. Queria humilhar os participantes e constituintes da escrita da
nossa Constituição. Pessoas que estão muito, mas muito acima da sua craveira
intelectual. A sua, é a de um mero anunciador parlamentar, de “histórias do
absurdo”. Parece ter adeptos, por incrível que pareça aos mais avisados.
Entretanto,
quando os seus legionários descobrirem que se está melhor do que se estava
antes do 25 de Abril, que o país com a extrema direita tem policia que vigia o
povo (ao tempo, teve a PIDE/DGS) e que a direita depois de instalada, vive e
viverá para as suas elites, nunca para o povo, então, estes delírios sobre um
país de corruptos, acaba num estalar de dedos, porque o socialismo liberal
democrático é sinónimo de democracia e de progresso. Nunca nos venham sequer, dar
“teorias modernas ideológicas”, porque a democracia caber-nos-á sempre, neste
país, por justiça.
VM